24 de Maio e 10 de Julho

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A emancipação dos escravos em todo o Amazonas foi declarada oficialmente no dia 10 de julho

Talvez você só conheça essas datas porque elas são nomes de duas vias que fazem parte do Centro da cidade. Mas poucos sabem que ambas homenageiam fatos importantes da história da capital e do estado.

 

Como sabemos, a Lei Áurea, que extinguiu a escravidão no Brasil, foi assinada em 1888 pela Princesa Isabel. Entretanto, quatro anos antes, Ceará e Amazonas já haviam libertado seus escravos, sendo que a província cearense foi a primeira, em 25 de março de 1884.

 

Nosso estado aderiu à abolição dois meses depois, começando por Manaus, no dia 24 de maio. A emancipação dos escravos em todo o Amazonas foi declarada oficialmente no dia 10 de julho seguinte pelo governador Theodureto Carlos de Faria Souto, na então praça 28 de Setembro, atual Heliodoro Balbi (ou da Polícia).

 

São, portanto, desses dois acontecimentos, relacionados à libertação dos escravos, os nomes das ruas 24 de Maio – que se estende da avenida Epaminondas até a Joaquim Nabuco – e 10 de Julho – que começa na rua Luiz Antony, terminando também na Joaquim Nabuco.

 

É válido se dizer ainda que o nome da praça 28 de Setembro também fazia referência à abolição, pois foi o dia em que a Princesa Isabel assinou a Lei do Ventre Livre, em 1871, determinando que os filhos de mulheres escravizadas que nascessem a partir daquela data ficariam livres.

 

Pelos serviços prestados à causa abolicionista, Theodureto Souto foi homenageado com o seu nome denominando outra rua do Centro, localizada entre as avenidas Eduardo Ribeiro e Floriano Peixoto, nas proximidades da praça Tenreiro Aranha.

 

Destaque-se que o movimento contra a escravatura no Amazonas teve a mobilização de boa parte da sociedade organizada, especialmente da Maçonaria, da Assembleia Legislativa Provincial e de vários clubes abolicionistas, como a Sociedade Emancipadora Amazonense, fundada em 1880 por Bento de Figueiredo Tenreiro Aranha, Miguel Gomes de Figueiredo, José Coelho de Miranda Leão, José de Lima Penante e Augusto Elíseo de Castro Fonseca.