Cinema Odeon ou Cine Odeon

Cinema Odeon ou Cine Odeon

Fachada Cinema Odeon ou Cine Odeon

Industrial Maximino de Miranda Corrêa

No dia 21 de fevereiro de 1913, a então empresa Moreira Lages & Cia. inaugurou o Cinema Odeon, na avenida Eduardo Ribeiro, esquina com a rua Saldanha Marinho. A firma Teixeira Martins e Cia. foi a responsável pela exibição dos primeiros filmes. O primeiro a ser então exibido foi Os Filhos do General. Sua capacidade de lotação era de 380 lugares, com possibilidade de comportar até 500 espectadores. O Cine Odeon foi o único espaço, à época, que oferecia somente filmes e, por isso, foi construído sem palco.

Esse cinema funcionava ao lado da Casa de Schopps – de propriedade do então industrial Maximino de Miranda Corrêa –, onde era produzida a cerveja XPTO. Em 1914, Corrêa comprou o cinema, reformou-o e reinaugurou-o em 3 de maio. No fim desse ano, arrendou a sala para a empresa J. Fontenelle & Cia. No dia 22 de maio de 1937, depois de algumas reformas, a então empresa Fontenelle reabre o Cinema Odeon. O filme de estreia foi “Dr. Gogol (o médico louco) ”. Seis anos depois, em 1943, a empresa comprou o Odeon e a Casa de Schopps.

Grupo Severiano Ribeiro

Em 30 de janeiro de 1952, essa sala foi fechada. Depois de passar por uma grande reforma, com significativas alterações em suas características arquitetônicas, tornou-se a primeira sala exibidora da cidade a possuir sistema de ar-condicionado. A reinauguração aconteceu no dia 14 de agosto de 1953, com a exibição do filme Ivanhoé, o Vingador do Rei.

O então Grupo Severiano Ribeiro – Empresa de Cinemas São Luiz –em 1963, arrendou esse cinema por dez anos. Em 1969, o Odeon foi sede do 1º Festival Norte de Cinema Brasileiro, realizado em comemoração ao aniversário de 300 anos de Manaus. Em 1972, houve um princípio de incêndio no cinema, quando uma das cortinas pegou fogo. Uma ponta de cigarro teria sido a causadora do acidente, mas os bombeiros chegaram a tempo e evitaram uma tragédia.

No ano seguinte, em 18 de janeiro de 1973, o cine Odeon, prédio de propriedade de Alberto Carreira da Silva, foi então vendido por Cr$ 6 milhões. Em 22 de junho do mesmo ano, a sala encerrou suas atividades, sendo A Mancha do Passado seu último filme em cartaz. A então  Construtora Adolpho Lindenberg o demoliu para a construção do edifício Manaus Shopping Center.

In: Jornal do Commercio.

Imagem retirada do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

Texto retirado do Livro A Sétima Arte em Manaus do escritor Durango Duarte.