Cinema Avenida na Avenida Eduardo Ribeiro

Cinema Avenida na Avenida Eduardo Ribeiro

 

Cinema Avenida

Em toda sua história o Cinema Avenida passou por três fases, mas sempre na avenida Eduardo Ribeiro. Na primeira, teve sua  inauguração em 28 de novembro de 1909, tendo desaparecido dos jornais em dezembro do mesmo ano. Funcionava em um prédio ao lado do então Canto das Novidades.

Depois, em 20 de outubro de 1912, a Empresa J. Moraes& Cia. abriu assim um outro cinema com a mesma denominação, ao lado do Restaurant Français. No dia de sua estreia foram apresentadas seis comédias, entre elas então A Lavandeira Elétrica e Totó no Carnaval da Moca. Esse Cinema Avenida desaparece dos anúncios no início do ano seguinte.

Firma J. G. Araújo

Em sua última fase é assim inaugurado em 27 de março de 1936, pela firma Cinema Avenida Ltda., de Antônio Lamarão e sob a gerência de Aurélio Antunes. Funcionava no então prédio da Manaus Arte – loja de equipamentos cinematográficos e fotográficos da firma J. G. Araújo. Sua capacidade era de 642 lugares e seu filme de estreia foi Voando para o Rio. Com a saída de Antônio Lamarão da sociedade, em seu lugar entra Adriano Bernardino e a empresa passa a se intitular A.Bernardino e Cia. Ltda. Em 04 de dezembro de 1947, a empresa assina então a renovação de contrato de arrendamento do prédio onde funcionava o Cinema Avenida.

Em 1953, substituindo o até então absoluto formato 1.37:1., a empresa de Adriano Bernardino inaugura, no Cine Avenida, o CinemaScope, tecnologia de filmagem e projeção que fazia uso de lentes anamórficas, criada naquele mesmo ano pelo presidente da Twentieth Century. Era o início do então formato moderno tanto para a filmagem quanto para a exibição de filmes. Essa tecnologia permitiu que o processo criasse uma imagem quase duas vezes mais larga. O então Cinema Avenida permaneceu ativo até 2 de julho de 1973, depois, o imóvel foi vendido para o Grupo Benchimol.

Acervo: Joaquim Marinho.

Imagem retirada do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

Texto retirado do Livro  A Sétima Arte em Manaus do escritor Durango Duarte.