Os Fícus-benjamin na Praça Heliodoro Balbi

Os Fícus-benjamin na Praça Heliodoro Balbi

 

Os Fícus-benjamin na Praça Heliodoro Balbi

Situada entre as então avenidas Sete de Setembro e Floriano Peixoto e a rua José Paranaguá, no Centro. Esse logradouro, em formato triangular, originou-se no início da então década de 1970 do século XIX.

Sua abertura teve início assim em 1872. Quando o presidente da Província, José de Miranda Reis, em Mensagem anual apresentada ao então Congresso Legislativo, encomendou mudas de palmeiras barrigudas. Para arborizar a então Praça do Palacete Provincial ou, simplesmente, Praça do Palacete. Denominação que fazia referência ao então edifício público de mesmo nome – cuja construção foi iniciada em 1871 e concluída dois anos depois –,situado de frente para essa Praça.

Nessa mesma Mensagem, é apresentada assim outra designação para esse logradouro, Praça 28 de Setembro. Nomenclatura que, segundo o então historiador Mário Ypiranga Monteiro, em sua obra Roteiro Histórico de Manaus (1998), teria sido dada pelo Legislativo Municipal em 1872, em homenagem à Lei do Ventre-Livre, assinada em 28 de setembro do ano anterior.

Praça Heliodoro Balbi

A sua atual denominação, Praça Heliodoro Balbi, foi oficializada na então gestão de Aluízio Marques Brasil por meio da Lei 472, de 1º de dezembro de 1953. Em 22 de novembro de 1954, essa Praça foi palco da então fundação do Clube da Madrugada. O mais importante movimento literário do Amazonas, formado por poetas, contistas e romancistas –, que transformou assim o local em palco de eventos culturais e políticos.

O nome desse movimento surgiu porque os intelectuais se reuniam durante a noite no antigo Café do Pina e sob as árvores existentes no logradouro, em especial um mulateiro. O então Clube da Madrugada lançou talentos como Nunes Pereira, autor de Moronguetá – Um Decameron Indígena. Em suma, Luiz Bacellar, Luiz Ruas, Alencar e Silva, Jorge Tufic e Aníbal Beça, entre tantos outros.

Foto: Silvino Santos, Eduardo Braga

Acervos: IGHA, Moacir Andrade.

Imagem retirada do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.