Imagens da Ponte Benjamin Constant ou Ponte Metálica

Imagens da Ponte Benjamin Constant ou Ponte Metálica

Ponte Benjamin Constant ou Ponte Metálica

Situada na avenida Sete de Setembro, essa ponte de ferro foi construída sobre o então igarapé do Mestre Chico. E serve de ligação entre os bairros Centro e Cachoeirinha. Sua construção teve início em 1893 e o responsável pela então obra foi o engenheiro inglês Frank Hirst Hebblethwaite. No ano seguinte, os pilares de alvenaria já estavam prontos para receber a estrutura metálica que a compõe, cujas peças foram fabricadas pela então indústria inglesa Dorman Long & Company Limited – empresa que existe até os dias atuais.

Inaugurada no dia 7 de setembro de 1895, ela teve sua denominação de Ponte Benjamin Constant pelo Decreto 3, de 4 de julho de 1896, de autoria do então superintendente municipal Raimundo Afonso de Carvalho, em homenagem a Benjamin Constant Botelho de Magalhães, que havia sido professor do governador Eduardo Ribeiro na Escola Militar/RJ e ativista do movimento de Proclamação da República.

Além da nomenclatura oficial, ela também ficou conhecida como Ponte da Cachoeirinha, em referência ao então bairro de mesmo nome; Ponte Metálica, em razão de sua estrutura, e Terceira Ponte, devido estar localizada após as duas primeiras pontes da avenida Sete de Setembro.

Governador Danilo Areosa

A Ponte Benjamin Constant recebeu, inicialmente, calçamento em paralelepípedos de madeira, depois, substituídos pelos de granito, mais resistentes que os primeiros. Em 1926, foi então pavimentada a macadame – mistura à base de pedra britada aglutinada e comprimida.

Por mais de quatro décadas essa Ponte recebeu, apenas, pequenos reparos em sua estrutura. A primeira grande reforma teve execução entre os anos de 1936 e 1939, durante a administração do prefeito Antônio Maia. Uma segunda recuperação aconteceria assim na década de 1960. Sob a responsabilidade da Companhia Siderúrgica Nacional – CSN, em parceira com o Departamento de Estradas e Rodagem do Amazonas – DER-Am. Foi reinaugurada em 24 de dezembro 1969 com a presença do então governador Danilo Areosa.

Após ter sido repassada ao Município, o prefeito Jorge Teixeira contratou, em 1975, a empresa Idecore para a execução dos serviços de raspagem, lavagem e pintura da estrutura dessa Ponte, que, três anos depois, foi reformada outra vez.

Em 1987, durante a então administração estadual de Gilberto Mestrinho, realizou-se outra recuperação dessa Ponte. No ano seguinte, a Benjamin Constant teve seu tombamento como Monumento Histórico do Estado (Decreto 11.199, de 14 de junho de 1988).

Obras do Prosamim

Sem reforma há quase vinte anos, em 25 de janeiro de 2005 a Ponte Metálica foi interditada para o tráfego de veículos pesados em razão do risco de desmoronamento de sua estrutura centenária. Dois anos depois, o Governo do Estado iniciou  sua restauração, como parte das obras do então Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus – Prosamim. A Empresa de Construção Civil e Elétrica Ltda. – Econcel foi a responsável assim pela execução da obra, que além de recursos estaduais, contou com recursos do Governo Federal e do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID.

Com 113 anos de existência, a Ponte Benjamin Constant – que possui assim 161 metros de comprimento e 10,50 metros de largura, dois vãos de vinte metros, dois de trinta metros e um de sessenta metros – foi reinaugurada em 25 de setembro de 2008, junto com a primeira etapa do Largo do Mestre Chico.

A Ponte teve sua estrutura reforçada para suportar o tráfego de veículos que é intenso naquela avenida, no entanto, foram mantidas suas características originais.

Também recebeu nova pintura, com seis camadas de tinta, e iluminação computadorizada, com 1.300 luminárias, cujo projeto tem a assinatura de Peter Gasper, cenógrafo alemão responsável pela iluminação do então Congresso Nacional e do Palácio da Alvorada, em Brasília/DF.

Vista da Ponte Benjamin Constant. Década de 1970.

Acervo: Jornal do Commercio.

Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.