Grupo Escolar Gonçalves Dias

Grupo Escolar Gonçalves Dias

Vista aérea da localização do antigo Grupo Escolar Gonçalves Dias (em destaque). À sua frente, área da extinta praça Rio Branco, hoje ocupada pela unidade sede do Ifam.

Prédio Estilo chalé

A primeira Escola Gonçalves Dias data do início do século passado e teve assim sua instalação em um prédio estilo chalé, na rua Duque de Caxias, em frente à antiga praça Rio Branco, hoje, extinta.

Essa instituição de ensino funcionou, inicialmente, com apenas três turmas. Uma masculina, uma feminina e uma mista – esta última, desmembrada em 1910 em razão de recomendações da então Inspetoria de Ensino.

Em 1950, quando o prédio já apresentava sérios problemas estruturais, sua área foi doada pelo então Governo do Estado ao Patronato Santa Teresinha, administrado pelas irmãs salesianas. Em contrapartida, as religiosas se responsabilizaram em manter o Grupo Escolar funcionando pelo prazo de dez anos.

As alunas foram acolhidas pela estrutura do Patronato. Quanto aos alunos, ocorreu a transferência para outro espaço, com professores mantidos pelo Governo. O local escolhido foi o anexo da então igreja de São José Operário, na rua Visconde de Porto Alegre, Centro, onde existe, atualmente, a Inspetoria Salesiana Missionária da Amazônia – Isma.

Em meados da década de 1950, o Grupo Escolar Gonçalves Dias foi extinto. E seus alunos incorporados à então recém-criada escola salesiana Domingos Sávio – instituição que encerrou suas atividades em 1984.

Duas décadas depois da escola Gonçalves Dias original ter sido extinta, o então governador João Walter, em 14 de março de 1975 – em homenagem aos professores e alunos daquele antigo estabelecimento de ensino – deu essa mesma denominação a uma unidade escolar construída no bairro Dom Pedro. A atual escola possui dezessete salas de aula e oferece o Ensino Fundamental nos turnos matutino e vespertino.

Acervo: Centro Cultural dos Povos da Amazônia, CCPA.

In: Roteiro Histórico de Manaus, 1998. Mário Ypiranga Monteiro.

Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.