Extinta Praça Ribeiro da Cunha

Extinta Praça Ribeiro da Cunha

 

Praça Presidente Bernardes

A construção dessa Praça, que existiu na rua Silva Ramos, Centro, foi assim mencionada na Mensagem do superintendente Hugo Carneiro, de 1º de outubro de 1925. O nome Praça Presidente Bernardes ocorreu por meio do então Decreto Municipal 21, de 14 de novembro desse mesmo ano. Em homenagem Artur da Silva Bernardes, presidente do Brasil, à época.

A Praça Presidente Bernardes foi então reformada pelo prefeito Araújo Lima e passou a ser encimada por um muro de arrimo e a ter iluminação subterrânea. Essas obras, iniciadas em 1926, foram concluídas somente três anos mais tarde, em 24 de novembro de 1929, data em que o logradouro foi entregue à população pelo referido prefeito.

O Decreto Municipal 49, de 9 de setembro de 1931, alterou sua então denominação para Praça 24 de Outubro em referência ao dia em que Getúlio Vargas assumiu a Presidência da República.

Esse Decreto atendia ao Ato 907 da então Interventoria Federal no Estado do Amazonas que determinava a mudança das denominações de logradouros e de estabelecimentos públicos da Capital que fizessem homenagem a personalidades vivas para “nomes de vultos célebres e datas da história do Brasil e, de preferência, do Amazonas”. Antes disso, a designação 24 de Outubro pertencia à outra praça, que passou a se chamar, após essa mudança, praça São Sebastião.

Praça Ribeiro da Cunha

Entre os anos de 1933 e 1934, as rampas dessa Praça receberam assim calçamento a pedra tosca e, em 1937, reparou-se o serviço de iluminação. Em nota publicada no jornal Diário da Tarde, de 16 de janeiro de 1959, ela aparece com a nomenclatura Praça Ribeiro da Cunha. Na década de 1960, esse logradouro era então composto por dois jardins, sendo um com dois semicírculos e o outro, dividido em quatro jardins menores.

Em 1976, o então prefeito Jorge Teixeira transferiu o Pavilhão Universal. O mesmo estava na então praça Oswaldo Cruz e o instalou nessa Praça, sendo inaugurado em 10 de julho daquele ano. Esse pavilhão, anos depois, teve sua transferência, em definitivo, para a praça Tenreiro Aranha. A quadra de esportes que existe nesse logradouro foi construída pelo prefeito José Fernandes.

Por meio da Lei Municipal 178, de 6 de abril de 1993, recebeu então a denominação Praça José Lindoso. Nesse mesmo ano, um fato inusitado ocorreu. A Praça após sua ocupação, indevidamente, pelo Grêmio Recreativo e Escola de Samba Sem Compromisso, que construiu um muro no seu entorno.

Após receber denúncias dessa apropriação irregular, em determinação a Justiça, o muro teve que ser derrubado e o logradouro, reconstruído. Porém, somente a quadra de esportes foi assim recuperada e extinguiu-se a Praça.

Foto: Nonato Oliveira.

In: Relatório do prefeito municipal Araújo Lima, 1929.

In: Album de Manáos 1929.

Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.