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    Ponte Juscelino Kubitschek

    Vista aérea da Ponte Juscelino Kubitschek, com a ponte Ephigênio de Salles mais abaixo, em paralelo. No canto superior esquerdo, vê-se a Ponte São Benedito. Acervo: Agecom

    A construção de uma ponte para ligar o bairro Cachoeirinha ao Constantinópolis, seguindo o prolongamento da antiga avenida Uaupés, atual Presidente Castelo Branco, foi sugerida no início de 1951, no governo de Álvaro Maia. O lançamento da pedra fundamental da obra ocorreu no ano seguinte, em 31 de janeiro, como parte das comemorações do primeiro aniversário daquela administração estadual.

    Sua primeira denominação foi Ponte Álvaro Maia, nomenclatura que aparece na Mensagem apresentada à Assembleia Legislativa em 15 de março de 1953. As obras, entretanto, foram paralisadas devido a problemas de administração na Comissão de Estradas de Rodagem – Cera, responsável pela execução do projeto.

    O assunto voltou à tona somente em 1957, quando o governador já era Plínio Coelho. Nesse ano, pretendia-se retomar os trabalhos de edificação com o aproveitamento dos alicerces fincados na administração anterior, a construção do tabuleiro e sua respectiva pavimentação, e, ainda a pavimentação do trecho de estrada que ligaria a Ponte a estrada dos Educandos, por meio do bairro Santa Luzia.

    Entretanto, a concorrência pública para a edificação da Ponte, realizada pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem do Amazonas – DER-Am, antiga Cera, somente aconteceu no final de 1957, em 21 de novembro, sendo vencedora a empresa paraense Otávio Bittencourt Pires.

    O reinício da construção da ponte de concreto armado sobre o igarapé da Cachoeirinha ocorreu em 1958. Suas medidas originais eram de 135,50 metros de comprimento total, divididos em cinco vãos, sendo três de trinta metros e dois de 22,75. Ainda em obras, aparece, nas matérias publicadas em periódicos da época, com a denominação Ponte Juscelino Kubitschek, homenagem prestada ao então presidente da República, o mineiro Juscelino Kubitschek de Oliveira.

    Apesar de a maior parte das obras terem sido realizadas na administração de Plínio Coelho, a Ponte foi finalizada e inaugurada pelo governador seguinte, Gilberto Mestrinho, no dia 1º de maio de 1959. A Ponte Juscelino Kubitschek, assim como a Ephigênio de Salles, também passou por reformas em 2005, devido ao Prosamim.

    Em 2008, ela foi interditada novamente pelo Governo do Estado para obras de adequação ao Complexo Viário do Igarapé do Quarenta. As adaptações preveem, para os próximos anos, a construção de duas passagens inferiores nas ruas São João, no Educandos, e Antimari, no Cachoeirinha, com alças viárias que servirão de ligação aos bairros circunvizinhos.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

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