• Durango Duarte - Fachada do prédio do Grupo Escolar Silvério Nery
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    Fachada do prédio do Grupo Escolar Silvério Nery

    Fachada do antigo prédio do então Grupo Escolar Silvério Nery. Década de 20. Acervo: CCPA.

    O Grupo Escolar Silvério Nery, primeira denominação da Escola Estadual Nilo Peçanha, originou-se da necessidade de se instalar uma escola para meninas no bairro dos Remédios. Sua criação foi autorizada pela Lei 130, de 30 de setembro de 1895.

    Seu prédio escolar foi erguido em uma área localizada na esquina das atuais ruas Miranda Leão e Coronel Sérgio Pessoa, em frente à praça dos Remédios.

    Sob a coordenação do engenheiro Valente de Couto, as obras foram iniciadas em novembro de 1903, no governo de Silvério Nery, mas concluídas somente em 1907.

    O projeto original de construção dessa Escola pertence ao arquiteto Zeferino da Rocha Moreira. Contudo, na gestão do governador Antônio Constantino Nery, ele foi alterado pelos engenheiros Antonio Geraldo da Rocha e Abília Nery.

    O palacete, em estilo Art Nouveau, foi construído para comportar até 150 alunos, dividido em duas alas, cada uma com três salas. O Grupo Escolar recebeu a denominação Nilo Peçanha em 1931, homenagem ao ex-presidente da República, Nilo Procópio Peçanha, presidente do Brasil de 1909 a 1910.

    Devido à necessidade de um local maior, a Escola foi transferida, em 1934, para o seu atual endereço, na avenida Joaquim Nabuco, n. 1895, Centro, edifício, à época, ocupado pela Faculdade de Direito – que, em troca, recebeu da Diretoria da Instrução Pública um imóvel na praça dos Remédios, além de recursos para a construção do seu segundo pavimento.

    Em 1960, o prédio sofreu modificações e construíram- se mais oito salas de aula. Duas décadas depois, por meio do Decreto 11.185, de 14 de junho de 1988, recebeu tombamento do Conselho Estadual de Defesa do Patrimônio Histórico e Artístico do Amazonas – CEDPHA. Possui, atualmente, treze salas e oferece os ensinos Fundamental e Médio.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

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