• Durango Duarte - Entrada do Museu Seringal Vila Paraíso
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    Entrada do Museu Seringal Vila Paraíso

    Pélas ou bolas de borracha expostas na entrada do ecomuseu. Acervo: SEC-Am.

    O objetivo do Museu Seringal Vila Paraíso é remeter os seus visitantes aos tempos áureos do ciclo da borracha e dar-lhes uma visão de como era um seringal naquela época. Apesar de sua inauguração ter ocorrido em 16 de agosto de 2002, esse espaço cultural já recebia excursões antes mesmo de ser oficialmente aberto ao público.

    Sua origem está vinculada às gravações do filme A Selva, de 2002, do diretor português Leonel Vieira, cuja produção recebeu auxílio financeiro do Governo do Estado. Encerradas as filmagens em 2001, a Secretaria de Estado da Cultura – SEC aproveitou o espaço cenográfico e transformou em museu a Vila Paraíso, sede do fictício Seringal Paraíso, onde se passa a trama do longa-metragem. Localiza-se na Zona Rural de Manaus, no igarapé de São João, afluente do igarapé do Tarumã-Mirim, margem esquerda do rio Negro.

    Entre as peças em  exposição,  podem  ser  encontrados os objetos usados pelos personagens na gravação do filme,     o casarão do seringalista, a casa de farinha, o barracão de aviamento, a capela em honra a Nossa Senhora da Conceição e a casa do seringueiro. Através de trilhas, os visitantes também podem conhecer a seringueira – Hevea brasiliensis – e assistir ao processo da coleta do látex e defumação da borracha.

    As visitas a esse ecomuseu são realizadas com agendamento prévio e há cobrança de ingresso individual. O acesso é realizado por meio de barco, cuja viagem tem duração de vinte a trinta minutos. Até 2006, o navio-museu Justo Chermont também era utilizado para a travessia dos visitantes. No decorrer da viagem, havia a apresentação de atores e atrizes caracterizados com figurinos de época.

    MUSEU DA BORRACHA

    Em 1974, a administração estadual propôs a criação do Parque Museu da Borracha, cuja implantação ocorreria com recursos da extinta Superintendência da Borracha – Sudhevea. Contudo, depreende-se que a sua instalação não ocorreu nessa época, porque, seis anos depois, em matéria publicada no Jornal do Commercio, de 2 de outubro de 1980, o governador José Lindoso afirmava que iria aproveitar a área do Seringal Mirim para ali organizar o Museu da Borracha. Ao que tudo indica, esse projeto também não foi executado. Duas décadas depois, o Governo do Estado do Amazonas inaugurou o Museu Seringal Vila Paraíso, que, na prática, possui a mesma finalidade que se idealizara para o antigo Museu da Borracha.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

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