Instituto Durango Duarte abre suas portas oficialmente

Em 18 de abril de 2016 às 15:20.

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O Instituto Durango Duarte-IDD abriu suas portas oficialmente para a comunidade manauara na manhã do dia 15 de abril, com a apresentação, para um auditório repleto de participantes, do evento “Informação é Tudo: Startup Amazonas 2016”.

O primeiro dos três palestrantes foi Fredson Encarnação, diretor executivo da FabriQ Aceleradora, que abordou o tema “O cenário de inovação em TIC no Amazonas” (a partir da visão de um empreendedor). Fredson abriu sua palestra dizendo que “a criação de mais um Instituto com foco bem definido, fortalece o ecossistema”. Apresentou ações estruturantes ocorridas no Amazonas: a primeira incubadora do Estado, nascida em 2000; o nascimento da FAPEAM em 2003; o AMAZONSOFT em 2004; até a Lei de inovação estadual, em 2006. Encerrou sua fala citando que “o momento de crise nos obriga a ser mais objetivo” e que “chegou a hora de avançarmos mais e mais rapidamente”.

Ruben Delgado, presidente da Softex Nacional – Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e integrante do Conselho de Competitividade de TICs/Complexo Eletroeletrônico do Plano Brasil Maior, foi o segundo palestrante, com a temática “Aplicação de políticas públicas para área de TI como ferramenta de desenvolvimento da indústria local”. Delgado afirmou que “a crise não é um privilégio do Brasil, a crise é mundial, e o pior, todo mundo será afetado, qualquer negócio que se tenha deve ser repensado”. Disse que “todos os negócios, todas as profissões vão ser impactados por essa crise” e sustentou que hoje “ tudo é software”. Comentou que antes o Brasil não tinha um setor específico (exportação), um mercado alvo, que eram muitos, mas que hoje o governo reduziu para apenas doze setores, chamados “ecossistemas digitais”. Declarou que, nos dias atuais, a secretaria mais importante de um governo é a Secretaria de Ciência e Tecnologia, por que essa “é responsável pela nossa sobrevivência futura” e complementou que “a metade da nossa população ativa em 2020, vai ser da área de informática”. Defendeu que o papel do governo nessa transformação é fundamental, que a Softex é um programa prioritário do governo do governo federal, que “aplica uma política pública de Estado e não de governo”.  Concluiu que “devemos repensar o nosso negócio todos os dias” e lamentou que o Amazonas não tenha um agente regional da Softex.

O último palestrante foi Francisco Saboya, presidente do Porto Digital, parque tecnológico sediado em Recife-PE, especializado em desenvolvimento de software e economia criativa; consultor e conselheiro do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR) e da Softex Recife. Saboya tratou do tema “O empreendedorismo, startups e o momento de crise no Brasil”. Durante a palestra alertou: “desconfie de quem vive de programa”, de “startups que vivem de programas oficiais”; “as incubadoras, arrisco dizer, levam a sério a expressão incubação, o significado literal…maternal, generosa”. “Empresa que demora muito tempo em incubadora acabou, deve dar lugar a outra. Nem todo mundo vai dar certo”. Em 1992 a Índia e o Brasil estavam no mesmo patamar, em 2012 o Brasil exportou USD 2 bilhões em software e a Índia USD 60 bilhões. A Índia sempre trabalhou num patamar muito baixo de valor agregado nos seus serviços de exportação, eles brigam por custo, mas de maneira lenta e silenciosa a Índia começa a ser um player relevante em cadeias sofisticadas de altíssimo valor agregado, hoje as estatísticas indicam que 25% desses USD 60 bilhões são dessas cadeias de valor agregado, um feito incrível porque significa que a Índia saiu, em quinze anos, de algo próximo a 5% para 25% na composição. E continuou: “Todas as grandes empresas globais de tecnologia da informação (faturamento anual superior a USD 1 bi) estão no Brasil, se não todas, quase todas e o Brasil não tem uma grande companhia de software de caráter global”. Saboya deixou três frases definitivas: “Não desperdice aquilo que você tem”; “o mais importante no negócio são as pessoas” e, finalmente, “Se tem que errar, que seja rápido e barato”.

O evento foi um sucesso!

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