Contando Histórias 26

Em 5 de setembro de 2018 às 14:00, por Cláudio Barboza.

compartilhe

Sob ataque pesado da mídia local, o empresário Paulo Girardi desistiu de manter a sede do Jornal do Norte no bairro do Aleixo e transferiu temporariamente a estrutura de redação para um espaço próximo ao Amazonas Shopping, na Darcy Vargas, onde hoje existe um posto de gasolina. O ano era 1996 e ali começava talvez o maior erro da curta história do Jornal do Norte.

Cabe o registro: a mídia local dizia que a impressora do Aleixo não poderia ser usada pelo jornal porque havia sido financiada em função de um projeto da Sudam.

Ao deixar o prédio do Aleixo, o JN deixava uma impressora nova em folha e iria em busca de uma alternativa que dias depois seria formalizada com o Jornal do Commercio. Paulo Girardi mandou vir um técnico em impressora do Rio de Janeiro que fez um recondicionamento na máquina do JC, deixando-a praticamente nova.

No prédio próximo ao Amazonas Shopping muitos jornalistas – mais de 50 – que haviam sido contratados com salários médios entre R$ 2,5 mil a R$ 4,8 mil para editores, cumpriam horário fazendo treinamento no sistema de texto adquirido no jornal Estado de Minas.

O comando do Jornal do Norte ainda estava com os jornalistas Paulo Markun, Marília Assef e Luis Mercadante.

Um novo prédio na rua Afonso Pena iria receber a redação do JN que estava com mais de dois meses de atraso em seu lançamento… mas esta é uma história mais para frente…

Comentários

sobre o autor

Articulista-Claudio-BarbozaUm místico religioso, que hoje poderia ser arcebispo pelo tempo de estudo no seminário... Mas fez opção pelo jornalismo. Entre Manaus e Minas uma dúvida eterna. Ex-jogador de basquete, Garantido de coração e tricolor das Laranjeiras. Graduado em Filosofia na Faculdade Belo Horizonte, jornalismo pela UFAM, mestre em sociologia pela UFMG.