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    Vista panorâmica do Teatro Amazonas

    Vista panorâmica do Teatro Amazonas, com a praça São Sebastião à frente e o Palácio da Justiça atrás. Ao fundo, o Estádio General Osório e o Colégio Dom Bosco. Acervo: Moacir Andrade.

    De maneira simplificada, define-se monumento histórico como uma edificação ou um sítio histórico que possui significado relevante na trajetória de vida de uma sociedade. São obras ou construções cujo objetivo é possibilitar às gerações futuras, referências permanentes sobre os grandes acontecimentos e as maiores personalidades da história de uma cidade, de um Estado ou de um País.

    O primeiro monumento que se tem registro na história de nossa Cidade foi construído em homenagem a Dom Pedro II, em formato de uma efígie – representação de uma figura humana esculpida em relevo –, a qual possuía uma cobertura ornamental, também conhecida por dossel ou baldaquim. Instalada por Ludovico Lambek em uma sala no Palácio da Presidência da Província, essa escultura foi inaugurada em 2 de dezembro de 1852, dia do aniversário de 27 anos do homenageado.

    Muitos projetos de construção de monumentos, estátuas e bustos sequer saíram do papel. Entre os erguidos, alguns foram modificados e outros,  transferidos  para  áreas  particulares, o que pode ter acontecido com alguns dos que hoje estão desaparecidos. Há, também, os que estão instalados, mas sem identificação alguma.

    Manaus possui quatro edificações tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Amazonas – Iphan: o Teatro Amazonas, o Reservatório do Mocó, o Mercado Adolpho Lisboa e o Conjunto Arquitetônico e Paisagístico do Porto de Manaus. Porém, somente o nosso templo das artes terá sua história contemplada neste livro.

    Existem, ainda, diversas edificações que foram tombadas pelo Governo do Estado e que compõem o Patrimônio Estadual do Amazonas. Algumas delas, inclusive, têm suas histórias contadas em outros capítulos desta obra, como a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, o Colégio Amazonense D. Pedro II, o Instituto Benjamin Constant, o cemitério São João Batista e o Relógio Municipal, entre outros.

    Além disso, em 2004, o Executivo Municipal estabeleceu, por meio do Decreto 7.176, de 10 de fevereiro, o Setor Especial das Unidades de Interesse de Preservação, composto por 1.667 imóveis e dez praças históricas situados entre a avenida Leonardo Malcher e a orla fluvial e limitados pelo igarapé de São Raimundo, a oeste, e a ponte Benjamin Constant, a leste.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

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