• Durango Duarte - Vista lateral da Ponte Presidente Dutra
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    Vista lateral da Ponte Presidente Dutra

    Vista lateral da ponte. Foto: Durango Duarte.

    Construída sobre o igarapé do São Raimundo para viabilizar o acesso dos moradores do bairro de mesmo nome ao restante da cidade, essa Ponte serve de ligação entre a rua Presidente Dutra e a avenida Álvaro Botelho Maia.

    Sua história começa em 1947, quando o governador Leopoldo Neves – conhecido, popularmente, como Pudico – sancionou a Lei 13, de 25 de setembro, a qual destinava recursos para as despesas com os estudos preliminares, os projetos e o início da obra.

    Em 1948, o projeto arquitetônico elaborado pelos engenheiros Osvaldo de Góes, Simplício Madureira de Pinho e Eduardo Lins foi encaminhado ao Governo Federal que, no ano seguinte, liberou recursos para a edificação da ponte.

    Os trabalhos começaram a ser executados em janeiro de 1950 pela construtora paulista Mário Novelli, sob a supervisão do engenheiro Gerson Skrobot, da Comissão de Estradas de Rodagem do Amazonas – Cera.

    Durante a construção, fez-se necessária a abertura de uma via de dois quilômetros de extensão, no prolongamento da então Boulevard Amazonas – trecho que, depois, foi denominado avenida Kako Caminha e hoje, faz parte da Álvaro Botelho Maia.

    Mesmo sem os serviços de acabamento estarem concluídos, a Ponte foi inaugurada em 23 de janeiro de 1951. Recebeu a denominação Ponte Presidente Dutra em homenagem ao ex- presidente do Brasil, Eurico Gaspar Dutra. Porém, apesar de possuir essa nomenclatura oficial, ficou conhecida, também, como Ponte Leopoldo Neves, nome do governador que iniciou sua construção.

    Sua estrutura mista combina concreto e ferro e está dividida em três partes: duas em concreto armado, que correspondem aos acessos, e uma em ferro, que mede 120,70 metros de comprimento, fabricada em Paris, França, e instalada em sua parte central.

    Por quase três décadas, essa Ponte, que servia para o tráfego nos dois sentidos, se manteve como a única forma de acesso aos atuais bairros São Raimundo, Glória e Santo Antônio. Essa realidade somente seria modificada durante a administração municipal de Jorge Teixeira, quando da construção da Rodovia Leste-Oeste 3, também conhecida como LO-3, atual avenida Brasil, obra do Plano de Desenvolvimento Local Integrado – PDLI para a ampliação do sistema viário da Zona Oeste.

    Esse projeto tinha como objetivo interligar os atuais bairros São Raimundo, Santo Antônio, Glória, Compensa, São Jorge e Ponta Negra. Além das obras de abertura e pavimentação dessa rodovia, estava prevista a duplicação da Ponte Presidente Dutra, que não ocorreu, e a construção de uma segunda ponte sobre o mesmo igarapé, paralela à primeira: a Ponte da Conciliação.

    Com 58 anos de existência, a Ponte Presidente Dutra enfrenta problemas com o desgaste gradativo de sua estrutura, problema comum a maioria das pontes de Manaus. Em 2008, a Prefeitura acenou com a possibilidade de se dar início a estudos técnicos, visando uma futura recuperação dessa Ponte.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

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