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    Tudo aqui é trânsito

    Coluna A Cidade em Foto do Jornal A Gazeta de 14 de dezembro de 1963.

    Tudo aqui é trânsito

    A carrocinha de refresco ficou na contramão e o ônibus cara chata teve que esperar a vez para poder passar, mas o próprio dono do pequeno veículo dirigiu o tráfego, coisa que ele conhece muito bem, por ser guarda de trânsito aposentado. É “Caneco Amassado”, um dos remanescentes da Inspetoria de Tráfego e que sabe de cor e salteado a estória dos ônibus da cidade. Daquele primeiro, de fabricação sulina, que apareceu e depois foi vendido para a Força Pública (nome antigo da Polícia Militar); conheceu aqueles de um cidadão, salvo engano, por nome Bohadana, que a “Manaus Tramways” comprou para evitar concorrência. E viu Adelelmo Marques, o Dedé, meter no tráfego o “Periquito da Madame”, um caixote em cima de um chassis, e se tornar de fato e de direito o verdadeiro pioneiro do transporte coletivo automotor da cidade. Viu os ônibus crescerem; feitos aqui mesmo em Manaus, pelo Damasceno, o “velho” Pires, Lamego, e outros; “Gilda”, “Perna de Pau”, “Fracasso”, “São Cristóvão”, os “Manaus”. Uma dificuldade os ônibus de Educandos subirem a “Baixa da Égua”, até que o Stenio apareceu na Prefeitura e resolveu o problema. Praça 14 pela Major Gabriel e Leonardo Malcher, sem dar circular. E os coletivos foram aumentando e tomando conta da cidade. Começaram com passagens a dois cruzeiros e hoje já está a 30. Mas sem esquecer o “Zepelim” feito pelo Barata e vendido ao Moleiro, aquele ônibus gigante que o Zildo Naveca, no tempo o “Pequenino” e hoje diretor da Transportamazon, guiava. E esses carros bonitos, últimos modelos, da transporte. A estória dos ônibus é tão comprida, que é bem melhor ficarmos por aqui, olhando o “Lamego” e o “Aurora”, e a carrocinha do “Caneco Amassado”.

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