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    Sempre aos domingos

    Coluna A Cidade em Foto do Jornal A Gazeta de 09 de dezembro de 1963.

    Sempre aos domingos

    Mais barato e às vezes mais cômodo. Com a inflação, não sabemos o cobrado para autorização da subida, mas deve ser valor bem menor que o da entrada. Nas outras terras, com outras gentes, devem ser notados fenômenos semelhantes. Aqui é uma tradição. No tempo do Campo do Luso, lá nos Bilhares, bem em frente havia uma mangueira, cujo dono cobrava duzentos réis para quem quisesse trepar para ver o jogo. Quem não tinha o meio cruzado tentava “furar” o campo, enfrentando a fúria do “bigode de arame” e outros vigias famosos, fugindo da cavalaria e sem subir nos cajueiros do Bento. Quando os cavalos abandonaram o Parque e começaram a aparecer as primeiras casas do Beco do Macedo, matando os pés de araçá, começaram também as primeiras “arquibancadas” a domicilio, numa concorrência franca às bilheterias. O Campo do Luso acabou com uma famosa campanha feita para sua ampliação, de tão triste memória; a mangueira morreu; a cavalaria acabou. Mas em estilo bossa nova aí estão os “pingentes” do nosso futebol…

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