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    Praça Nossa Senhora de Fátima

    Vista da, hoje extinta, praça Nossa Senhora de Fátima após pavimentação de sua área no início da década de 70. Acervo: Frank Lima.

    A citação mais antiga acerca desse logradouro, segundo o historiador Mário Ypiranga Monteiro, data de 1892. Localizava- se entre as avenidas Japurá e Tarumã e as ruas Emílio Moreira e Bittencourt, atual Jonathas Pedrosa, área que hoje pertence ao bairro Praça 14 de Janeiro, mas que, antes, fazia parte do antigo bairro de Nazaré.

    De acordo com Monteiro, essa Praça teria recebido, naquele mesmo ano, duas denominações que tinham referência direta com a revolta ocorrida em 14 de janeiro de 1892, que culminou com a renúncia do governador Thaumaturgo de Azevedo. A primeira delas, Praça Fernandes Pimenta, foi oficializada pela Resolução de 5 de fevereiro, proposta pelo intendente Sérgio Pessoa, em homenagem ao soldado João Fernandes Pimenta, morto naquela rebelião. A segunda, Praça 14 de Janeiro, referia- se à própria data do acontecimento e foi sugerida em 9 de março, pelo novo intendente Antônio Dias dos Passos.

    Além dessas duas nomenclaturas, o historiador cita, ainda, a existência de um terceiro nome ligado àquela revolta – Praça da Conciliação –, sujestão do intendente Hermes de Araújo e que se referia ao acordo político que encerrou o levante. Mesmo assim, a população continuaria a chamá-la de Praça 14 de Janeiro.

    Em 1912, por meio da Lei 727, de 10 de outubro, a Intendência Municipal, deu-lhe a denominação Praça Doutor Pedrosa em homenagem ao médico Jonathas de Freitas Pedrosa, à época, senador da República. Cinco anos depois, pela Lei 816, de 26 de julho de 1917, teve seu nome alterado para Praça Portugal, em alusão à comunidade portuguesa residente no Estado do Amazonas.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

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