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    Ponte Joana Galante

    Vista frontal da Ponte Joana Galante. 1978. Acervo: Jornal do Commercio.

    Existem, atualmente, duas pontes sobre o igarapé da Cachoeira Grande que servem para ligar o bairro São Jorge, Zona Oeste, ao São Geraldo, Zona Centro-Sul. Construídas em épocas distintas, a primeira delas é a Ponte Engenheiro Lopes Braga, iniciada pelo governador Leopoldo Neves e concluída pelo seu sucessor, Álvaro Maia.

    Segundo relatório da antiga Comissão de Estradas de Rodagem do Amazonas – Cera, publicado no noticioso O Jornal, de 24 de junho de 1951, ela também era conhecida como Ponte dos Bilhares. Antes de sua existência, havia, apenas, uma passarela formada por pedaços de madeira e tocos de árvores.

    Sua inauguração ocorreu no dia 31 de janeiro de 1952 em meio às comemorações do primeiro ano desse governo de Álvaro Maia. Com, aproximadamente, 54 metros de comprimento, em concreto armado, o responsável pelo projeto e execução das obras dessa Ponte foi o engenheiro civil José Pereira.

    Duas décadas depois, construiu-se a segunda ponte, a Joana Galante, com 53 metros de comprimento. Erguida na gestão municipal de Jorge Teixeira pela Construtora Andrade Gutierrez, foi inaugurada em 8 de agosto de 1978. Além do prefeito, participaram da entrega da obra o ministro dos Transportes, general Dirceu Nogueira, e o governador Henoch Reis.

    Paralelas, nos dias de hoje, a Ponte Engenheiro Lopes Braga faz parte da avenida São Jorge e seu tráfego funciona no sentido Centro-bairro, enquanto a Ponte Joana Galante serve para o trânsito de veículos no sentido inverso, ligando a mesma avenida São Jorge à rua Arthur Bernardes.

    Nascida no Estado do Pará, Joana de Almeida dos Santos (28/06/1910 a 19/11/1970) mudou-se para Manaus, onde, aos 28 anos de idade, passou a dedicar-se à prática da Umbanda e do Candomblé. Tornou-se a babalorixá mais famosa da Cidade, conhecida apenas como Mãe Joana Galante, apelido que recebeu por ser madrinha do grupo folclórico Boi-Bumbá Galante, da antiga Boulevard Amazonas. Em 1947, recebeu a doação de um terreno no antigo Morro das Corujas, na entrada do atual bairro São Jorge, e construiu, nesse local, o seu terreiro. Faleceu aos 60 anos, em Manaus, vítima de uma enfermidade.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

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