O rendimento por unidade vegetal

Em 11 de junho de 2016 às 08:00.

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O rendimento da seringueira oscilava normalmente com a idade da árvore, que às vezes se podia começar a cortar aos cinco anos. Mas, se o preço fosse baixo à ocasião, o rendimento da árvore nessa idade não compensava o trabalho. De outra parte, seria benéfico às árvores descansar até a maior idade, seja 6 ou 7 anos, para entrarem em produção.

As seringueiras plantadas podem não dar rendimento uniforme, mesmo comparando-se árvores teoricamente iguais.

Depende o rendimento assim das qualidades intrínsecas do vegetal, como dos fatores mesológicos, ambiente ecológico, precipitação pluviométrica, solo, tipo de cultivo, densidade da plantação, sistema de corte e tratamento anterior dado à árvore.

Geralmente o rendimento de vegetais adultos, entre quinze e vinte e cinco anos por exemplo, provenientes de mudas comuns, varia de 1 kg. a 13 kg., mediando 2,5 kg.

O rendimento de árvores selecionadas alcançava de 4 a 15 kg, em média 7 kg. Esses cálculos de rendimento por unidade vegetal eram antes experimentais, pois que, na prática, os grandes seringais orientais calculavam o rendimento por acre ou hectare, por ano e por trabalhador.

Eis a amostra do rendimento de um seringueiro e de um hectare em uma moderna heveicultura oriental organizada pelo governo francês: Usando o sistema de sangria em semi-espiral, em dias alternados, tendo o hectare urna densidade de 250 árvores, o trabalhador tinha por tarefa 350 unidades, operando em 1,4 ha por dia, ou seja, 2,8 ha.

Com isto se obtinha uma produção anual de 1 t de borracha seca por hectare, é dizer, 850 kg de lâminas defumadas e 150 kg de crepes (tipos inferiores), o que equivalia a uma produção de 2,4 t de látex, tomando-se a concentração média de 0,35%.

Sendo cada hectare sangrado 180 dias por ano, a produção de cada um por dia de corte e, à razão de 2.40 kg de látex por hectare e por ano (2.400 kg: 180), 13,300 kg de látex. O rendimento médio diário do trabalhador que corta 350 árvores resultava, pois, em média, 18,10 kg de látex e 1,160 kg de borrachas inferiores.

Como um trabalhador operava, teoricamente, 330 dias por ano, sendo 35 dias descontados por doença, ausência e feriados, dos quais 330 dias emprega 330 manhãs no corte e 50 a 60 tardes em conservação dos 2,8 ha que lhe cabiam, sua produção anual era: 6.140 kg de látex = 2.150 kg de borracha seca, e 380 kg de borrachas inferiores, vale dizer, um total de 2.530 kg. Portanto a colheita de uma tonelada de borracha correspondia a 130 dias de trabalho.