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    O preço de um Palácio: 200 contos

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    Coluna A Cidade em Foto do Jornal A Gazeta de 20 de janeiro de 1964.

    Era a residência de um alemão – W. Schol, salvo engano – que ganhou muito dinheiro quando a borracha era o “ouro negro” e se acendia charuto com nota de quinhentos mil réis. Em 1914, na I Guerra Mundial, o povo tocou fogo nos armazéns de borracha do súdito do Kaiser Guilherme II, que em 1917 vendia o Palácio Rio Negro para o Governo do Estado, pela importância de duzentos contos de réis, equivalente a 200 mil cruzeiros de hoje, se é que se pode fazer tal comparação.

    O Palácio do Governo até então era onde se encontra a Prefeitura, na Praça Pedro II, e o governador que comprou o “Rio Negro” foi o dr. Pedro de Alcântara Bacelar, antepassado ilustre do nosso confrade e poeta Luís Bacelar. Dentre os Governadores que mais demoraram neste Palácio destaca-se o sr. Álvaro Maia, com mais de 15 anos, e o que menos tempo aí passou foi o desembargador Rocha Carvalho, que, como vice-presidente do Tribunal de Justiça, foi chamado a ocupar, parece que por dois dias, a chefia do Executivo. Naturalmente que durante estes 47 anos ele sofreu algumas alterações, pequenas em verdade, que muito pouco modificaram sua estrutura inicial.

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