O levante da Barra

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O contra-ataque do Pará veio com o tenente-coronel Domingos Simões da Cunha

O levante da Barra- A Constituição outorgada por D. Pedro I em 1824 confirmou a inexistência do Rio Negro como província. Oito anos se passariam de muita insatisfação do povo da Barra e de uma comarca cada vez mais em declínio econômico. Até que, em 22 de junho de 1832, moradores e forças militares se uniram num movimento separatista.

 

Nesta reunião, definiu-se a indicação do ouvidor Manuel Bernardino Figueiredo como presidente temporário da “Província” e a criação de um Conselho, composto por João da Silva e Cunha, Gregório da Silva Craveiro, frei José dos Santos Inocentes, entre outros.

 

Ao frei José dos Inocentes coube a missão especial de levar as reivindicações dos revolucionários à Corte do Rio de Janeiro. O religioso partiu naquele mesmo junho de 1832 pelo rio Madeira.

 

Enquanto isso, sob o comando do frei José de Santa Luzia, a Barra preparava suas defesas, com a artilharia vinda de Tabatinga e a instalação de dois fortins, um nas Lages e outro no sítio do Bonfim.

 

O contra-ataque do Pará veio com o tenente-coronel Domingos Simões da Cunha Baiana, que partiu de Belém com uma tropa de 50 homens, a bordo do Patagônia. Em Cametá, ganhou o reforço da canhoneira Independência, e em Santarém, da escuna Andorinha.

 

A flotilha bombardeou as posições rebeldes, que responderam ao fogo, quase afundando a canhoneira Independência. A 10 de agosto, houve o desembarque, e dois dias depois os rebeldes se renderam.

 

A última esperança dos insurgentes era frei José dos Inocentes. No entanto, em abril de 1833, já na Província do Mato Grosso, foi proibido de prosseguir viagem ao Rio de Janeiro.

 

Antes, porém, que regressasse à Comarca, ele repassou as solicitações ao revolucionário paulista Antônio Luiz Patrício da Silva Manso para que este as entregasse à Corte fluminense.

 

Manso conseguiria levar os papeis até à Regência, mas o ministro Aureliano de Souza Coutinho condenou a rebelião rionegrina, em junho de 1833, por considerar que a decisão de dar ou não autonomia àquela Comarca cabia somente à Assembleia Geral.