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    Museu do Homem do Norte

    Fachada do atual prédio do museu. Foto: Durango Duarte.

    Pertencente à Fundação Joaquim Nabuco – Fundaj, instituição vinculada ao Ministério da Educação – MEC, o Museu do Homem do Norte foi criado com a finalidade de valorizar e preservar o patrimônio cultural da região, por meio da localização, da coleta, do estudo, da documentação e da preservação de peças representativas da cultura e do viver do homem amazônico.

    Sua inauguração ocorreu no dia 13 de março de 1985 com a exposição fotográfica Ecologia, Exótica, Erótica e Sabrecada, de Normandy Litaiff. Nessa época, esse espaço cultural era administrado pelo Instituto de Estudos sobre a Amazônia – Iesam, entidade mantida pela Fundaj, e contava, também, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas, da Prefeitura Municipal de Manaus e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – Inpa, entre outros.

    Em 2003, a Fundaj foi reformada e deixou de atuar na Região Norte, sendo o Iesam, consequentemente, extinto. O Museu, mesmo ainda vinculado ao MEC, passou a enfrentar dificuldades. A partir de julho de 2006, a Prefeitura assumiu sua direção, subordinando-o à recém-criada Secretaria Municipal de Cultura – SEMC. Entretanto, seu acervo ainda é de propriedade daquela instituição federal.

    De sua fundação até 2006, o Museu do Homem do Norte funcionou na avenida Sete de Setembro, n. 1.385, Centro, em um prédio que antes já havia abrigado o quartel do Corpo de Bombeiros,  construído no início  do século XIX e cedido   pela Prefeitura de Manaus, em regime de comodato, para a instalação desse espaço cultural.

    Devido à necessidade de restauração do prédio original,  o Museu foi fechado em novembro de 2006 e seu acervo transferido para outro edifício, localizado nas esquinas das ruas Quintino Bocaiúva e Doutor Almínio, no Centro. Sua reabertura aconteceu no dia 16 de maio de 2008.

    O patrimônio do Museu do Homem do Norte é composto por mais de duas mil peças relacionadas à Arqueologia, à Etnografia, ao artesanato, ao extrativismo e ao folclore regional, das danças até à medicina popular. Entre elas, está a renomada Coleção Noel Nutels, organizada por esse médico indigenista brasileiro junto aos povos indígenas do Xingu.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

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