• Durango Duarte - Museu Comercial do Amazonas
    • Iconografia
    • Manaus
    • Manaus, entre o passado e o presente

    Museu Comercial do Amazonas

    Vista do edifício da ACA. In: Annuario de Manáos 1848-1948.

    A criação de um Museu Comercial, destinado à exposição de produtos regionais, foi proposta em 1912 por Joaquim Gonçalves de Araújo, mais conhecido como J. G. Araújo.

    Entre as décadas de 10 e 30, foram aprovadas, pelo Poder Público, ao menos três leis de incentivo para que a Associação Comercial do Amazonas – ACA pudesse implantar esse espaço museológico, o que não ocorreu.

    A primeira delas foi a Lei 988, de 15 de outubro de 1918, sancionada pelo governador Pedro Bacellar, que criava uma taxa de 5%, calculada sobre o lançamento do então Imposto de Indústria e Profissão. Esse auxílio seria aplicado na manutenção do Museu Comercial, cuja fiscalização ficaria a cargo da seção de Agricultura, do Governo do Estado. Os recursos seriam entregues mensalmente à ACA, para assegurar o financiamento do museu.

    Quase uma década depois, o Legislativo Municipal aprovou a Lei 1.447, de 14 de maio de 1927, que autorizava a doação de dez contos de réis como auxílio à instalação do museu. Decorridos cinco anos, em virtude de o museu ainda não ter sido concretizado, instituiu-se o Ato Constitucional 1.682, de 4 de agosto de 1932, que assegurava o benefício de 0,5% sobre a produção exportada pelo Estado.

    Apesar dessas iniciativas, o Museu Comercial entraria em funcionamento somente na primeira semana do ano de 1942, após a mudança da ACA para o seu atual endereço, na rua Guilherme Moreira, n. 281, instalado no térreo do edifício.

    Há registros de que, em 1952, o Museu Comercial do Amazonas possuía um patrimônio de 244 mostruários, que reuniam mais de quatorze mil peças. Em 16 de janeiro de 1957, após algumas adequações no seu espaço de exposição, o museu foi reinaugurado.

    Sua desativação ocorreu em 1970 e o seu acervo foi transferido para um depósito de propriedade da ACA, situado na rua dos Andradas. Após essa remoção, suas peças se deterioraram, até se perder todo o acervo do antigo museu.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

Fechar

Deixe uma resposta