• A Gazeta
    • A Cidade em Foto
    • Iconografia
    • Manaus

    Muito bem andou quem o chamou de “cá te espero”

    Coluna A Cidade em Foto do Jornal A Gazeta de 23 de março de 1964.

    Não concordamos com os que dizem ser ele agora comida de rico. Pois preço por preço, nesta inflação doida em direção ao infinito tem direito a ser chamando de “barato”. Um quilo, mesmo não estando bem pesado, “quebra o galho”. No desfiado, assado na brasa, ou num cozidão com verduras. Se tiver feijão “carregado no entulho”, pode juntar todos os barrigudinhos”, carregar na farinha, que chega até pro jantar. É o velho pirarucu, o “bacalhau do Amazonas”, gostoso até na manta, como “tira-gosto”. Mas o seu apogeu, quando de fato empolga e tem melhor preço, é nesta época do ano que hoje se inicia: a “Semana Santa”, com abstinência de carne, quase uma obrigação para o saboroso “pirasco”. Em todas as partes da cidade ele está sendo vendido, sujeitando-se à exploração do câmbio negro, que a SUNAB está tentando evitar vendendo-o a preço mais razoável ao povo, como ocorreu na manhã de hoje, na Praça de São Sebastião e será repetido outros locais, a quatrocentos “ferros” o quilograma. O sujeito compra, leva pra casa, escalda e, conforme as “posses”, faz o prato que bem entende: croquete de macaxeira, bolinhos de farinha de trigo com batata daqui ou da chamada “portuguesa”. Dá uma infinidade de pratos dos mais variados e todos bem gostosos. O diabo é que depois de tudo dá uma sede danada.

Fechar

Deixe uma resposta