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    Mataria assinala tristeza e abandono

    Coluna A Cidade em Foto do Jornal A Gazeta de 07 de janeiro de 1964.

    Em seus áureos tempos, teve direito até a placa de bonde. Foi uma época que até hoje é lembrada com saudade. Nasceu do idealismo do saudoso Deodoro Freire. Foi Velódromo e Parque Infantil “Ribeiro Júnior”. Ali, os grandes ases da bicicleta arrancavam aplausos da multidão. Com pistas próprias de cinema, levando emoção nas curvas. Subidas e descidas que requeiram perícia dos desportistas do pedal. De todas as idades, de ambos os sexos. No centro, vez por outra, armavam um ringue para luta livre. Com o Pantera Negra. Surimã e João Isaac, em plano destacado. Noitadas alegres e emocionantes. Depois, tudo mudou. Onde era a pista ficou este matagal, que o flagrante destaca. No local das arquibancadas, adaptaram uma vila de casas. Que conversa o nome de origem. Vila Velódromo. Lá na Cachoeirinha, rua Santa Isabel, onde a referência para saltar de um bonde era a parada da Foguetaria “Iracema”. As ruinas lembram que o Velódromo foi grande. Com o matagal, onde a garotada da redondeza deve brincar hoje em dia, sem saber como era gostoso correr de bicicleta em sua pista. Ou assistir, que tem um sabor especial.

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