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    Mais de meio século de vitórias

    Coluna A Cidade em Foto do Jornal A Gazeta de 10 de março de 1964.

    O terreno era baldio, existindo na esquina apenas uma velha casa assobradada, salvo engano de propriedade do sr. Sátiro Marinho. A casa estava abandonada e um dia, para surpresa dos moradores das redondezas, ali surgiram umas freiras – mais precisamente duas – anunciando que iam ensinar catecismo às meninas e construir um colégio. Eram irmãs da congregação Salesiana, vindas do colégio N.S. Auxiliadora. Apareciam apenas aos domingos, ensinando catecismo. Na sala da frente da velha casa ergueram um altar dedicado à Santa Terezinha do Menino Jesus, onde o saudoso padre Lourenço Gatti, aos domingos, celebrava a Santa Missa. A casa assobradada foi sofrendo reformas e adaptações e surgiu o colégio, com aulas de ensino primário e prendas domésticas. As duas freiras que por primeiro ali chegaram – irmãs Glória e Margarida – foram substituídas, surgindo a figura firme e progressista da sempre lembrada irmã Michelina Nekki, para erguer de fato o Patronato Profissional “Santa Terezinha”, dando novas esperanças e um futuro mais promissor a centenas de moças e crianças não apenas das ruas circunvizinhas mas também, de Educandos, Praça 14 e Cachoeirinha. A obra das irmãs salesianas, de Monsenhor Pedro Massa (preferimos chamá-lo assim, que lembra melhor a grandeza de sua alma), foi crescendo e se tornando grandiosa. Mais de vinte e cinco anos são decorridos, da velha casa apenas resta a recordação para alguns, porque esse monumento de saber e cultura, de bondade e sacrifício, de abnegação e coragem tomou o lugar. Desde o jardim da infância – modelo até o ginásio industrial, tudo de graça, dando almoço e jantar a mais de 500 pessoas. O que aparece na foto nada é em comparação com o que existe lá por dentro, outros edifícios, a majestosa igreja, o Museu Etnográfico. Recordando nomes como o de irmã Luizinha, que recentemente deixou a direção do Patronato para ir emprestar seu dinamismo, sua coragem e força de vontade em local onde se faz mais necessária. Este, leitores, é o Patronato Profissional “Santa Terezinha”, que caberia melhor numa reportagem.

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