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    Igreja dos Remédios

    Vista da fachada principal e lateral da igreja. À direita, a rua Leovegildo Coelho. Foto: Durango Duarte.

    No ano de 1818, o governador da Capitania de São José do Rio Negro, major Manoel Joaquim do Paço, criou um imposto, em dinheiro, para todos os moradores da Capitania, com o intuito de viabilizar a construção de um templo em homenagem à Virgem dos Remédios.

    As obras de edificação da igreja ainda não estavam concluídas quando, em 1821, sua estrutura foi parcialmente arrasada devido a uma rebelião referente ao movimento de independência do Brasil em relação ao jugo português.

    Somente no ano seguinte que o templo foi reaberto à visitação pública. Em 1850, após o sinistro que destruiu a primeira sede da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a Igreja dos Remédios tornou-se matriz provisória até 1877.

    Essa Igreja foi elevada à categoria de Paróquia em 22 de outubro de 1878, mas a cerimônia oficial de instalação ocorreu dois meses depois, em 22 de dezembro. Seu primeiro vigário foi o padre Raimundo Amâncio de Miranda.

    A pedra fundamental do templo atual foi lançada no dia 16 de dezembro de 1901 e a autoria do projeto, bem como sua execução, ficou a cargo do arquiteto italiano Filintho Santoro. No dia da Assunção de Maria Santíssima – 15 de agosto de 1903 –, aconteceu a bênção da capela-mor.

    As obras de construção tiveram de ser paralisadas em 1904, mas foram retomadas em agosto de 1905, sob o comando do arquiteto José Antônio de Lima. Em 16 de março de 1923, realizou-se a bênção de uma nova imagem da Santa, doada à Paróquia por dona Zila Amaral.

    Em 11 de setembro de 1927 – mais de 25 anos depois do lançamento da sua primeira pedra –, a nova igreja de Nossa Senhora dos Remédios foi inaugurada, em meio às festividades do dia da sua padroeira, evento que não ocorria desde 1900 por causa das obras de construção do templo.

    A torre da igreja foi abençoada em 14 de março de 1933. Vale lembrar que, no terreno contíguo a essa torre, existia um cemitério que era destinado às “pessoas gradas” dessa Paróquia – mesmo local onde, em 1870, existiu uma escola pública, demolida, anos depois, por seu estado de precariedade.

    Ainda sobre esse terreno, em 1902, ergueu-se uma nova escola, com frente para as ruas dos Andradas e Leovegildo Coelho, denominada Públio  Bittencourt.

    Mais tarde, em 1914, esse prédio foi ocupado por outra escola, a Antônio Bittencourt. Em 1933, passou a ser sede da Faculdade de Pharmacia e Odontologia de Manáos e hoje, está incorporado ao patrimônio físico da Paróquia.

    Devido à importância dessa Freguesia, Dom João da Mata de Andrade e Amaral, bispo diocesano do Amazonas, declarou-a uma paróquia inamovível, por meio de decreto assinado em 12 de dezembro de 1941.

    Localizada na rua Miranda Leão, Centro, essa igreja foi tombada como Monumento Histórico do Estado do Amazonas pelo Decreto 11.037, de 12 de abril de 1988. O dia dedicado a Nossa Senhora dos Remédios é 8 de setembro, quando ocorre a procissão em homenagem à Santa.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

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