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    Escolas públicas e particulares

    Vista do edifício do Gymnasio Amazonense. In: Album do Amazonas 1901-1902.

    A primeira escola de que se tem notícia no Amazonas situava-se na vila de Barcelos – ex-Mariuá –, sede da então Capitania de São José do Rio Negro, e oferecia o curso de primeiras letras. Sua criação atendeu à Carta Régia de fevereiro de 1800.

    Em 1827, D. Pedro I sancionou lei que ordenava a criação de escolas de primeiras letras em todas as localidades mais populosas do Império. No entanto, a região hoje conhecida como Manaus somente recebeu a sua primeira escola de ensino primário em 8 de maio de 1838, quando o lugar era denominado Vila de Manáos e se constituía em uma das sedes da Comarca do Alto Amazonas.

    Dez anos depois, instalava-se a primeira instituição de ensino secundário da Cidade – o Seminário São José –, criado em 14 de maio de 1848 pelo bispo do Pará, Dom José Afonso de Moraes Torres, e dirigido pelo padre Torquato Mariano.

    No ano seguinte, fundou-se a primeira escola pública de ensino primário para estudantes do sexo feminino, cuja professora era dona Libânia Teodora Rodrigues Ferreira, que se manteve no cargo interinamente até 1851, quando foi efetivada. Em sua homenagem, anos depois, a designação Dona Libânia passou a denominar uma rua do Centro.

    Quanto ao ensino particular, as três primeiras escolas a existirem no Amazonas são do início do período provincial. Uma funcionava na Capital – nas dependências do Seminário São José, com aulas de primeiras letras e de Latim –, a outra em Borba e a terceira em Ega, atual município de Tefé.

    Este Capítulo foi dividido em duas partes. Na primeira, realizou-se uma contextualização dos fatos mais marcantes da história da Educação na cidade de Manaus, a qual foi subdividida em quatro momentos históricos.

    O primeiro estende-se do começo ao fim do período provincial, com destaque para o antigo Instituto de Educandos Artífices. O segundo vai do início do Brasil-República ao final da década de 20, com destaque para o extinto Grupo Escolar José Paranaguá. O terceiro, do Estado Novo até a metade da década de 80. E o último vai da Nova República aos dias atuais.

    Na segunda parte, são apresentadas as origens e as informações dos principais estabelecimentos de ensino que surgiram em Manaus até a década de 20. São eles: o Seminário São José e o Instituto Benjamin Constant; o Colégio Amazonense D. Pedro II e a unidade sede do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas – Ifam, antigo Cefet-Am, além de outras treze escolas estaduais.

    Essa parte contém, ainda, a história das quatro mais antigas instituições particulares de ensino da Capital, ainda em atividade – Santa Dorotéia, Dom Bosco, Nossa Senhora Auxiliadora e Santa Teresinha –, além do histórico resumido de três instituições  de ensino, que foram incluídas pelo espírito educador e empreendedor de seus fundadores: o já extinto Colégio São Francisco de Assis, a antiga Escola Brasileira de Manaus e o antigo Instituto Christus do Amazonas.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

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