• Durango Duarte - Escola Técnica Federal do Amazonas
    • Iconografia
    • Manaus
    • Manaus, entre o passado e o presente

    Escola Técnica Federal do Amazonas

    Fachada do edifício da escola. Década de 80. Acervo: A Crítica.

    Atualmente, essa instituição é uma unidade acadêmica do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas – Ifam. No entanto, sua origem data de 1909, quando o então presidente da República, Nilo Peçanha, criou, nas capitais brasileiras, a Escola de Aprendizes Artífices (Decreto Federal 7.566, de 23 de setembro daquele ano).

    Em Manaus, essa escola profissionalizante foi instalada no dia 1º de outubro de 1910, em uma chácara situada nas esquinas das ruas Manicoré e Urucará, no bairro Cachoeirinha. Atendia a 33 alunos, em regime de internato, com cursos de sapataria, marcenaria, tipografia, alfaiataria e desenho.

    Em 1917, ela passou a funcionar na Casa de Detenção, atual Penitenciária Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, na avenida Sete de Setembro. No ano anterior, os presos daquela cadeia haviam sido transferidos para a sede do antigo Instituto Affonso Penna (ver página 157), na comunidade do Paricatuba, distrito que hoje compõe o município de Iranduba.

    A Casa de Detenção abrigaria a Escola de Aprendizes Artífices até 1926, pois, no ano seguinte, esta mudou novamente de endereço, desta vez, para a antiga Feira Municipal da Cachoeirinha – hoje, o Mercado Municipal Walter Rayol.

    Em 1930, a Intendência Municipal transferiu ao Estado o terreno ocupado pela então praça Rio Branco, entre a avenida Sete de Setembro e as ruas Duque de Caxias, Ajuricaba e Visconde de Porto Alegre. Por sua vez, o Executivo Estadual repassou o logradouro à União para que ali se construísse a sede própria da Escola de Aprendizes Artífices.

    A partir de 1937, quando esse estabelecimento de ensino passou a oferecer cursos voltados para o setor industrial, sua denominação foi alterada para Lyceu Industrial de Manaus.

    O edifício de dois andares foi inaugurado em 10 de novembro de 1941 e ocupa todo o quarteirão, com pavilhões para as oficinas, salas de aula, administração, quadra de esportes e o Museu Moacir Andrade – instalado no local que, antes, serviu de residência aos diretores dessa Escola.

    Antes de receber a nomenclatura atual, foi denominada, ainda, Escola Técnica de Manaus – ETM, em 1942, e Escola Técnica Federal do Amazonas – Etfa, em 1965. Na década de 80, essa sigla foi alterada para Etfam.

    A denominação Centro Federal de Educação Tecnológica do Amazonas – Cefet-Am foi adotada em 26 de março de 2001, quando passou a oferecer, além da Educação Profissional e Técnica de Nível Médio, cursos superiores de Tecnologia e Licenciatura.

    Em 2008, com a instituição da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e a criação dos institutos federais, o então Centro Federal e as escolas agrotécnicas federais de Manaus e de São Gabriel da Cachoeira passaram   a integrar a estrutura multicampi do Ifam. O antigo prédio do Cefet-Am, na avenida Sete de Setembro, n. 1.975, serve, nos dia de hoje, como unidade sede dessa nova instituição federal.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

Fechar

Deixe uma resposta