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    Escola Estadual Solon de Lucena

    Fachada da escola. Foto: Thiago Duarte.

    Criada em 1909 pelo superintendente municipal Agnello Bittencourt (Lei 578, de 25 de novembro daquele ano), a primeira denominação dessa instituição de ensino foi Escola Municipal de Commercio de Manaus e seu objetivo era oferecer o ensino técnico voltado para a área do comércio.

    Como o Município não dispunha de um local adequado para a instalação da Escola, a Associação dos Empregados do Comércio cedeu parte do espaço do seu prédio, na rua Barroso, Centro, para que a referida instituição de ensino pudesse funcionar. Sua inauguração ocorreu no dia 26 de fevereiro de 1910 e funcionava apenas no período noturno. Permaneceu nesse edifício até 1918.

    Em 1919, essa Escola Comercial iniciou suas atividades no então Grupo Escolar Silvério Nery, que, à época, funcionava em um prédio de frente para a praça dos Remédios. Dois anos depois, sua denominação foi alterada para Escola Municipal de Commercio Solon de Lucena em homenagem ao então governador da Paraíba, Solon Barbosa de Lucena.

    Solon havia sido o primeiro administrador a responder ao pedido de ajuda financeira feito pela Intendência Municipal aos Estados brasileiros – verba que seria utilizada como auxílio à situação de miséria em que se encontravam muitas famílias carentes, sobretudo do Interior, devido à crise da borracha.

    Essa instituição de ensino incorporou as características de uma escola regular em 1923, quando passou a oferecer Português, Francês, Inglês, Aritmética e Álgebra, e Geometria e Trigonometria. Dos seus antigos cursos técnicos, manteve-se apenas o de Contabilidade Comercial.

    Em 1926, aparece em funcionamento no Grupo Escolar Marechal Hermes, na rua José Clemente. Transfere-se novamente em 1931, desta vez, para a Escola Normal, no prédio do então Gymnasio Amazonense Pedro II, na então avenida Juarez Távora antiga rua Municipal e atual avenida Sete de Setembro.

    Ainda em 1931, essa Escola – juntamente com as escolas primárias municipais – foi repassada ao Estado, que, em 1936, a instalou em um prédio na rua Barroso, n. 115, em que havia funcionado a Diretoria de Higiene Pública.

    Em julho desse mesmo ano, ela voltaria a ser administrada financeiramente pela Prefeitura e coube ao Executivo Estadual apenas a sua direção técnica. Cinco anos depois, muda outra vez de endereço e é transferida para o Grupo Escolar Nilo Peçanha, na avenida Joaquim Nabuco.

    Em 1945, com uma nova reorganização no seu regime de ensino, passou a oferecer os cursos Comercial Básico e Técnico em Contabilidade. Além dessa reformulação, recebeu outra nomenclatura: Escola Técnica de Comércio Solon de Lucena.

    Nesse mesmo ano, o interventor federal Álvaro Maia removeu o Grupo Escolar Marechal Hermes do prédio da avenida Sete de Setembro – mais tarde, ocupado pela Câmara Municipal de Manaus – para que o Solon de Lucena ali fosse instalado.

    A Lei 293, de 30 de julho de 1954, da Assembleia Legislativa do Estado, incorporou essa escola técnica à estrutura estadual de ensino. Em 1955, devido a uma reforma no edifício da Sete de Setembro, ela funcionou durante todo o primeiro semestre nas dependências do Instituto de Educação do Amazonas – IEA, na rua Ramos Ferreira, e só retornou ao seu prédio no início do segundo semestre.

    A partir de 1962, passou a chamar-se Colégio Comercial Solon de Lucena. Dois anos depois, foi transferido para sua sede definitiva, na avenida Constantino Nery, s/n, no bairro São Geraldo, Zona Centro-Sul – cujo edifício havia sido construído para abrigar o Ginásio Industrial João Goulart, o que não ocorreu devido ao golpe militar de 1964.

    A quadra de esportes Renné Monteiro – hoje, um ginásio poliesportivo –, construída em uma área de frente para o prédio dessa instituição de ensino, foi inaugurada em 1966.

    Em 2009, a Escola Estadual Solon de Lucena completa cem anos de existência. Sua estrutura física possui, atualmente, um pavimento com 22 salas de aula. Oferece o Ensino Médio.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

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