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    Escola Estadual Marechal Hermes

    Fachada principal da atual Escola Estadual Marechal Hermes, no bairro Nova Esperança. Foto: Alex Pazuello.

    A história da Escola Estadual Marechal Hermes inicia em 1912, quando os proprietários da empresa J. A. Cruz & Cia., com o objetivo de ampliar as suas instalações, propuseram ao governador Antônio Bittencourt a compra de um imóvel situado ao lado daquela firma, na então rua Municipal, atual avenida Sete de Setembro.

    O terreno era ocupado por um prédio escolar construído pelo governador Eduardo Ribeiro, em 1895. Quando do interesse da empresa pelo imóvel, a instituição de ensino ali existente já não reunia condições apropriadas, em face, principalmente, à sua localização: imprensada entre duas casas. Mesmo assim, o governador não quis negociar o edifício, pois não teria onde abrigar as duas turmas que ali funcionavam.

    Após a negativa da administração estadual, a J. A. Cruz & Cia. fez uma nova proposta: em troca do prédio, comprometia- se em construir outro – de acordo com as regras estabelecidas pelo Governo – para sediar aquele estabelecimento escolar da rua Municipal. O contrato foi aceito e o local escolhido foi a rua José Clemente, próximo ao Teatro Amazonas.

    Construído o edifício, o governador Jonathas Pedrosa, em 1914, por meio do Decreto 1.049, de 23 de janeiro, criou o Grupo Escolar Marechal Hermes, com cinco turmas, e o instalou naquele local, sob a direção de Custódia Carneiro de Lima.

    Sua denominação foi uma homenagem ao militar do Exército, marechal Hermes Rodrigues da Fonseca. Em 28 de julho de 1934, o interventor Nelson de Mello inaugurou o Jardim de Infância Francelina Dantas, anexo à esse Grupo Escolar.

    Não existem documentos que comprovem até quando o Marechal Hermes funcionou na rua José Clemente, no Centro. Entretanto, há informações de que, em 1943, o prédio dessa Escola passou a ser ocupado pelo Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva – NPOR.

    Em 1945, o Marechal Hermes já estava em funcionamento na avenida Sete de Setembro, no antigo prédio da Câmara Municipal, quando o interventor Álvaro Maia o retirou desse edifício para ali instalar a Escola de Comércio Solon de Lucena.

    Decorridos dez anos, o Marechal aparece em atividade em uma sala do prédio do Instituto de Educação do Amazonas e, em 1957, em matéria do matutino O Jornal, de 28 de setembro, a Escola aparece novamente instalada no próprio municipal da avenida Sete de Setembro – junto com a Escola de Comércio Solon de Lucena –, onde permaneceu até ser extinta em 1973.

    Em 1974, a administração estadual recebeu da Cooperativa Habitacional dos Subtenentes e Sargentos da Amazônia – Coophasa a doação de um terreno situado na atual avenida Vale do Pó, s/n, no bairro Nova Esperança, Zona Oeste, para a construção de uma escola pública.

    Essa nova instituição de ensino – inaugurada em 14 de março de 1975 – recebeu a denominação Escola de 1º Grau Marechal Hermes em homenagem não só a esse militar mas também aos alunos e professores daquela antiga Escola criada em 1914, no governo de Jonathas Pedrosa.

    Em 1986, por determinação da Secretaria de Educação e Cultura, a nova Escola passou a adotar como sua lei de criação o mesmo Decreto 1.049, de 1914, que estabelecera o antigo Grupo Escolar Marechal Hermes.

    O atual prédio desse estabelecimento educacional possui um pavimento com quinze salas de aula e disponibiliza o Ensino Fundamental e o Ensino Médio.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

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