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    Entre o passado e o presente muita coisa aconteceu

    Coluna A Cidade em Foto do Jornal A Gazeta de 19 de março de 1964.

    De linhas arquitetônicas e estruturas completamente diferentes porém sólidas, as duas pontes atestam duas épocas. A primeira, a ponte velha, lembra o Educandos antigo, quando o chamavam de Constantinópolis, bairro de gente valente, com uma estrada quase inacessível a veículos e difícil mesmo para os pedestres, com a baixa da égua lá em cima quase estrangulando o bairro. Com preferência de condução pelas catraias, com ponto certo no porto da rua dos Andradas, ficando dentro da cidade. E a outra ponte, mais longa e moderna, dando trânsito livre na ligação do Educandos com o resto da cidade, com o igarapé como linha divisória com o bairro de Cachoeirinha. O rio, embaixo, agora cheio de casas nas margens, sem mais aquela concorrência à “cacimba” e a “pancada”, onde os choferes lavavam seus carros, principalmente os caminhões, ou iam buscar areia para as construções. Na ponte nova circulam ônibus e carros de luxo e há passagens laterais para os pedestres. Pela outra, a velha, algumas carroças, um ou outro carro, os pedestres que moram nas proximidades. As duas pontes, quase paralelas, mostram o que foi e o que é o bairro de Educandos, agora com várias divisões. Bairro industrial que se moderniza, trocando as velhas casas de palha e madeira por outras de alvenaria, onde está a maior densidade populacional do Amazonas, superior à de todos os municípios do interior. Educandos, que tem duas pontes, mas que sonha com uma outra, que foi sempre o seu ideal, lá pelo alto, ligando-o à rua dos Andradas ou a José Paranaguá. Sonho velho que já ganhou até pilares, bem fáceis de ver quando o rio seca. Educandos que tem de tudo, quase vida própria, o ponto maior do mapa da cidade de Manaus.

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