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    Dos tempos do comendador

    Coluna A Cidade em Foto do Jornal A Gazeta de 27 de fevereiro de 1964.

    Na certa, o leitor não sabe onde fica esta beleza. E é uma pena! Mas na certa também, sabe com certeza que um homem conhecido como “Jota Gê” fundou neste pedaço do Brasil um verdadeiro império. Mais precisamente: o comendador Joaquim Gonçalves de Araújo, cidadão português de nascimento mas amazonense de coração. Ele, sim, foi de uma grandiosidade fantástica e sua obra foi mantida pelos filhos, pelos netos e herdeiros. Mas não falemos de toda a exuberância do trabalho do velho Comendador, e, sim, desta linda avenida, ladeada de seringueiras, que conduz à fábrica Brasil-Hévea, no início da Rua Duque de Caxias, com fundos para o Igarapé de Educandos. A fábrica em si, foi um monumento à civilização e ao progresso. Não apenas o beneficiamento da borracha e castanha, mas a fabricação dos famosos solados e saltos de borracha marca “Coroa”, e outras coisas, até banana passa. E a foto representa a entrada, até hoje conservada, da fábrica Brasil-Hévea, agora de outros donos. Dispensa explicações, não comporta adjetivos. Basta olhar para a foto, e depois ir conhecer pessoalmente. E quando servir de cicerone a algum turista ou amigo visitante, não esqueça: leve-o a conhecer este pedaço de Manaus, uma homenagem do saudoso Comendador J.G. Araújo à riqueza maior do Amazonas.

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