A divisão da indústria manufatureira de artefatos de borracha

Em 25 de junho de 2016 às 07:00.

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Não figuram no quadro POSIÇÃO DOS PRINCIPAIS PAÍSES CONSUMIDORES DE BORRACHA NATURAL (1948 – 1949), postado anteriormente Clique Aqui, a Itália e o Japão, também grandes consumidores. Suas inclusões deslocariam o Brasil para o 9.° ou 10.° lugar.

A indústria manufatureira de artefatos de borracha se dividia em duas grandes ordens: transporte ou indústria pesada e artigos diversos ou indústria leve.

Na primeira categoria, que representava cerca de 2/3 da absorção total da borracha, se enquadravam pneumáticos e câmaras-de-ar para aviões, para caminhões, ônibus, automóveis, motocicletas, bicicletas e veículos diversos, sapatas para carros de assalto, rodas maciças, e materiais para conserto desses artefatos.

Na segunda, inclui-se a infindável variedade de artigos de borracha, impossível de enumerar.

Seria extremamente longo citar todos os usos e aplicações das manufaturas de borracha existentes. Para comprová-lo, basta dizer que no Brasil se fabricavam, no ramo mais padronizado que é o de pneumáticos, mais de 1.000 variedades desses artigos, consideradas as rodagens, os tipos, o número de lonas e os diferentes desenhos para cada fim específico.

Com exceção dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França e alguns outros países, entre os quais se inclui o Brasil, em virtude dos trabalhos que eram realizados nesse sentido pela Comissão Executiva de Defesa da Borracha; não se sabe qual era a quantidade de borracha empregada nas diferentes categorias de uso, fato que acarreta sérios inconvenientes tanto no estudo dessa indústria como em qualquer programação de natureza econômica.

Nos Estados Unidos, a absorção da goma elástica na fabricação de pneumáticos situava-se na ordem de 75% do total, ao passo que noutros países, onde a produção daquele artefato era mais reduzida, a percentagem se avizinhava de 60 %. No Brasil, entretanto, onde a indústria de pneumáticos registrava um crescimento relativo excepcional no decênio anterior, a percentagem de consumo da borracha nessa categoria alcançou, em 1948, cerca de 90% e, em 1949, aproximadamente 85 %.

Costumava-se dizer que a civilização industrial de um país se media pelo consumo de ácido sulfúrico.

Realmente, a absorção da goma elástica revelava a importância da rede de estradas de rodagem, do transporte de carga e de passageiros, rodoviário e urbano, da mecanização da lavoura, os processos modernos de abertura de rodovias e de construções em geral, do transporte aéreo e da motorização das forças armadas de uma nação, do desenvolvimento industrial e do grau de conforto moderno.