A colonização agrícola e a catequese na Província do Amazonas

Em 13 de setembro de 2016 às 08:00.

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O desenvolvimento e progresso do país sofria influência direta da colonização agrícola e, no caso do Amazonas, precisava de centros que pudessem atrair colonos interessados na lavoura. Isso só ocorreria se o governo imperial a promovesse. Sem a iniciativa governamental, o único atrativo seguia sendo o extrativismo.

Os incentivos oferecidos e favores concedidos pela Província aos que se estabeleciam nos núcleos coloniais resultavam infrutíferos, apesar do dispêndio representar parte significativa das rendas públicas. Por isso pensou-se na criação de colônias militares, experiência vivida em outras Províncias, uma vez que o Amazonas, além de habitado por selvagens que de quando em vez ameaçavam a população dispersa na imensidão de sua extensão territorial, ainda guardava fronteiras internacionais. Suas presenças povoariam seus limites, impediriam a invasão do território, protegeriam as populações, o comércio e a navegação contra os assaltos perpetrados por índios.

O missionário do século XIX, diferentemente do que a história do Brasil registra em outros momentos, não se dedicava à civilização dos índios com a mesma entrega. Não penetravam com a cruz e a palavra de Deus, restringiam-se às margens dos rios e bocas de igarapés. Quando muito erguiam uma pequena igreja onde agrupavam gentios que já tinham contato social e recebido o batismo da civilização. Isso não garantia a fixação dessas povoações, ao contrário, se estabeleciam provisoriamente e depois sumiam sem deixar vestígios. A catequese que era uma questão vital para a Província, nada produzia.