Charles Goodyear e o processo de vulcanização

Em 12 de abril de 2016 às 07:00.

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Os experimentos e pesquisas não cessaram na busca de um processo que melhorasse a qualidade da borracha, assim, em 1837, Charles Goodyear, em parceria com Nathaniel Hayward, solicita a patente de um processo de vulcanização denominado “de gás ácido”, que incluía ácido nítrico. Contudo, esse processo fracassa e quase o arruína. Dois anos depois, encontram uma forma de melhorá-lo usando enxofre. Finalmente em 1840, aplicam calor a uma mistura de 20% de enxofre e borracha, isso impede que a borracha fique pegajosa em contato com o calor e resulta em uma matéria dura. Estava descoberto o processo que denominaram vulcanização – nome que deriva do deus mitológico do fogo, Vulcano.

O progresso da indústria manufatureira da borracha na Inglaterra e nos Estados Unidos decorre, portanto, da combinação dos processos de trituração e vulcanização.

A nova tecnologia, a partir da descoberta de Goodyear, altera completamente os meios de transportes, desde a bicicleta ao automóvel até ferrovias e energia elétrica. E assim, a matéria prima oriunda da Amazônia se converte na principal protagonista da revolução industrial que ocorria na Europa e Estados Unidos. Apesar de sua importância, em 1840, o porto de Belém registra a tímida exportação de 380.160 kg de borracha.

Em 1842, o incansável Hancock busca e também encontra, na Inglaterra, o segredo da vulcanização descoberta por Goodyear. Essa descoberta lhe rendeu enorme fortuna.

Em 1845, com apenas 23 anos, o escocês Robin Willian Thomson inventou o pneumático. Em 1846, garantiu a patente na França e, em 1847, nos Estados Unidos.

As indústrias de borracha fabricavam brinquedos, bolas ocas e bolas maciças em 1850, e foi exatamente naquele ano que se deu o início do primeiro ciclo da borracha na Amazônia, período que compreendeu os anos de 1850 a 1912, época da economia do laissez-faire.

Os fundamentos e os limites do Princípio do laissez-faire são o da não interferência governamental, quando esta ocorrer será para maximizar os aspectos bons e minimizar os ruins. É a filosofia do liberalismo econômico, no qual o mercado deve funcionar livremente, sem interferência, apenas com regulamentos suficientes para proteger o direito de propriedade, a versão mais pura de capitalismo.

Essa filosofia predominante nos Estados Unidos e nos países ricos da Europa, no final do século XIX e início do século XX, desempenhou tímido papel no governo do Brasil.

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