A borracha passa a ocupar a 20ª parte da produção mundial

Em 14 de março de 2017 às 08:00.

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O governador Ephigenio Ferreira de Salles, não obstante o fracasso dos seus planos de participação do Amazonas na Sétima Exposição Internacional da Borracha a realizar-se em Paris em 1927, na qual pretendia demonstrar a inferioridade da borracha oriental em cotejo com a borracha amazônica, focou a imigração. Compreendia que um estado com uma extensão territorial de quase dois milhões de quilômetros quadrados e uma população de quatrocentos e poucos mil habitantes, ou seja, um habitante para quatro quilômetros quadrados urgia povoamento do solo para que este fosse convenientemente explorado e dele se extraísse riquezas incalculáveis.

Ephigenio Salles fez contatos com a empresa japonesa Companhia Kai-gai Kogio Kobashiki Kaisk, povoadora da região do Iguape, no estado de São Paulo. Entendeu-se com o médico indiano, doutor Eduardo Pereira, interessado no serviço de emigração indiano, e levou em consideração a identidade de clima e trabalho, uma vez que esses já chegariam com conhecimento no trato com a seringueira e poderiam, também, extrair e exportar madeira para dormentes e, uma vez plantadas seringueiras de forma sistemática nas várzeas e baixadas, aguardariam o seu crescimento cultivando, nas entre filas, plantas de vegetação curta como o arroz e a juta. O lucro seria compensador e lhes permitiria esperar, sem sofrimento, o momento do primeiro corte das árvores. Visitou ainda o cônsul geral da Itália, Publio Landucci, tentando incrementar a imigração de italianos no Amazonas.

A borracha naquele ano ocupava um lugar modestíssimo entre os centros de produção mundiais, o equivalente a não mais que a vigésima parte da produção mundial, dois terços da demanda mundial eram atendidos pelas plantações da Malásia.