As tentativas de plantação do Brasil

Em 18 de junho de 2016 às 07:00.

compartilhe

Assim a borracha de cultura é, sob este ângulo, dividida em duas categorias: a) — Estate rubber: Borracha de empresas latifundiárias, de propriedade e sob a direção geralmente de europeus, onde existem mais de 40 ha de culturas. b) — Native rubber: Borracha dos nativos, que é extraída em pequenas propriedades aborígenes, possuindo menos de 40 ha plantados, em média 1,5 ha.

Os alemães, que tentaram plantar borracha nas suas colônias da África Ocidental, deram preferência ao gênero botânico Funtumia.

Na África Oriental alemã escolheram a Manihot Glaziovii, maniçoba brasileira, da qual havia 54.284 hectares plantados em 1912.

Essas e outras tentativas de plantação não tiveram o êxito das do Oriente, êxito esse que se atribui ao progresso ali atingido pelas pesquisas, às condições ecológicas favoráveis, à relativa facilidade do transporte de cabotagem, à mão de obra abundante e barata, à afluência de capitais britânicos e holandeses, bem como à existência de governos estáveis e eficientes no amparo às iniciativas de ordem econômica.

Também se empreenderam, por iniciativa norte-americana, como revide aos planos de estabilização da borracha, qual o Esquema Stevenson, plantações de borracha na Libéria e no Brasil.

As culturas da Libéria foram iniciadas pela Firestone Company, fabricantes de artefatos de borracha nos Estados Unidos, em 1924. Havia, em 1940, cerca de 33.928 ha. cultivados de Hevea, dos quais 14.540 em produção. A própria Firestone consumia essa borracha, da qual a maior parte se preparava sob a forma de látex líquido concentrado.

As plantações do Brasil, conhecidas como Concessões Ford, não tiveram sucesso de começo. Conquanto obtida em 1927 a concessão de 1.211.700 ha de terras na Amazônia, às margens do rio Tapajós, sítio que depois se chamou Fordlândia, apenas 4.071 ha se achavam plantados. Destes, cerca de 969 ha foram posteriormente condenados devido a fitonoses, de modo que restaram apenas 3.150 ha com 839.000 seringueiras.

A companhia resolveu então fazer nova tentativa em outro local, trocando 339.276 ha da primitiva concessão por outra de igual extensão perto de Santarém, estabelecimento que se denominou Belterra.

Em 1940 existiam ali 5.816 há plantados, representando 2.500.000 Heveas, cujo corte devia começar em 1943.