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    Anúncio do Seminário Episcopal de São José

    Anúncio do Seminário Episcopal de São José. In: Jornal Amazonas, de 02.11.1904.

    O Seminário Episcopal de São José de Manaus, primeiro estabelecimento de ensino secundário do Amazonas, foi criado em 15 de maio de 1848 pelo bispo do Pará, Dom José Afonso de Morais Torres. A sua primeira sede foi uma casa situada no extinto largo da Olaria, onde hoje está localizada uma agência do Banco do Brasil, na rua Marquês de Santa Cruz, Centro.

    Seu primeiro reitor foi o padre Torquato Antônio de Sousa. Embora destinado a preparar aspirantes ao sacerdócio, o Seminário recebia subvenção da Província para funcionar como um estabelecimento público. Ofereceu o ensino regular até a criação do Lyceu Provincial, atual Colégio Amazonense D. Pedro II, em 1864. Nesse mesmo ano, o prédio em que o Seminário estava instalado passou por uma grande reforma.

    Sua primeira mudança de endereço aconteceu em 1879, quando foi transferido para o edifício do Instituto de Educandos Artífices, na Barreira do Baixo, atual bairro Educandos. Como as atividades do Educandos Artífices foram retomadas em 1882, o Seminário retornou para o seu prédio original.

    Em 1909, quando essa instituição foi fechada pela primeira vez, já funcionava em um prédio na avenida Silvério Nery, atual Joaquim Nabuco, local onde hoje se encontra o Colégio Santa Dorotéia. Foi reaberto em 19 de março de 1943 pelo bispo Dom João da Mata de Andrade e Amaral, que o instalou na residência episcopal – prédio que se localizava ao lado do Colégio Dom Bosco –, sob a responsabilidade dos salesianos. Era seu reitor, nessa época, o padre Luiz Pascoal.

    A pedra fundamental do prédio próprio desse estabelecimento de ensino foi lançada no dia 4 de junho de 1944, por ocasião do 2º aniversário do Congresso Eucarístico. O primeiro pavilhão do Seminário Diocesano – denominado Pavilhão Dom Basílio – foi inaugurado menos de dois anos depois, em 20 de março de 1946, quando era dirigido pelo padre Estevão Dimitrovitsch.

    O terreno localizava-se na antiga chácara Silvério Nery,  na rua Emílio Moreira, bairro Praça 14 de Janeiro, onde hoje funciona uma das unidades de uma instituição particular de ensino superior. Antes disso, ali já havia funcionado o Instituto de Ciências Humanas e Letras – ICHL e, depois, a Faculdade   de Estudos Sociais – FES, da atual Universidade Federal do Amazonas – Ufam.

    No dia da inauguração do Pavilhão Dom Basílio, foi afixada uma placa, em mármore, datada de 23 de março de 1946, com inscrições referentes ao Papa Pio XII, ao arcebispo metropolitano do Pará, Dom Mário de Miranda Villas-Boas, e ao 25º aniversário de ordenação sacerdotal do bispo diocesano Dom João da Mata de Andrade e Amaral.

    Em 9 de junho de 1948, aconteceu o lançamento da pedra fundamental do segundo pavilhão – área que recebeu a denominação Dom João da Mata –, cuja parte principal foi inaugurada em 1º de novembro de 1950.

    Após 25 anos de funcionamento, em 1968, suas atividades foram novamente paralisadas. Em 16 de julho de 1975, durante a realização, em Manaus, do 9º Congresso Eucarístico Nacional, Dom Milton Corrêa Pereira assumiu o compromisso de reativá-lo. Funciona, atualmente, no Centro de Treinamento Maromba, na rua São Luís, s/n, no bairro Chapada, Zona Centro-Sul.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

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