• Durango Duarte - Anúncio do Hotel Français
    • Iconografia
    • Manaus
    • Manaus, entre o passado e o presente

    Anúncio do Hotel Français

    Anúncio do Hotel Français. In: Annuario de Manáos 1913-1914.

    Entre 1877 e 1898, registra-se a existência do Hotel de França, pertencente a Dino Montini & Cia; do Hotel Protetor dos Seringueiros, de Gomes & Almeida, na rua da Instalação, n. 26; do Hotel Nova Esperança, de Domingos Garcia Esteves, na rua da Matriz, atual Lobo D’Almada, n. 18; do Hotel Avenida, de Francisco Alves da Costa, na avenida do Palácio, atual Eduardo Ribeiro, n. 14; do Hotel Rio Lessa, de Gonçalves & Baptista, também na avenida do Palácio, e do Grande Hotel Internacional, de A. Sinot & Cia., na rua dos Remédios, atual Miranda Leão.

    Completam essa lista o Hotel Europeu, na rua Saldanha Marinho e o Grande Hotel Central, na avenida Eduardo Ribeiro, ambos de propriedade de Antônio Soares Maganinho; o Hotel Cova da Onça, na rua Guilherme Moreira, de Alves & Cia.; o Hotel Pingarilho, na rua Guilherme Moreira; o American Hotel Familiar, na avenida Eduardo Ribeiro, n. 39; o Splendide Hotel, na rua Municipal, atual avenida Sete de Setembro, n. 143 e 144; o Hotel Cearense, na rua dos Barés, n. 25; o Hotel Madeira,  de Manoel Francisco Dias; o Grande Hotel Familiar, de Manoel Ferreira Bulcão, e mais os hotéis do Comércio, Faneco e o famoso Hotel Cassina (ver página 249).

    Em 1899, a Intendência Municipal aprovou a Lei 178 que obrigava os proprietários de hotéis, hospedarias,  estalagens ou qualquer casa pública de aposentos a terem um livro de registro com os nomes de todas as pessoas hospedadas. Além disso, os estabelecimentos deveriam apresentar à Secretaria de Segurança, todos os dias, até as 9h da manhã, um boletim com as ocorrências do dia anterior. Aos que abrigassem meretrizes e fosse comprovada a utilização dos seus aposentos para “atos contrários a moral pública e aos bons costumes”, o fechamento seria a punição imposta pela Superintendência Municipal.

    Em 1900, a Diretoria de Estatística fez um levantamento sobre a movimentação de hóspedes nos hotéis existentes na Cidade. Dessa relação, em que aparecem os nomes de trinta estabelecimentos, os cinco mais frequentados durante aquele ano foram o Hotel Restaurante Central, com 883 hóspedes; o Hotel do Porto, de Teixeira Felix & Cia, na rua dos Remédios, n. 22, com 515; o Hotel de França, com 423; o Hotel Cassina, com 386, e o Hotel Français, na avenida Eduardo Ribeiro, esquina com a rua Saldanha Marinho, com 377.

    Até 1920, além dos estabelecimentos já citados anteriormente, aparecem, também o Hotel Esperança, cujo proprietário era Rufino Correia da Silva e se situava na rua da Matriz, atual Lobo D’Almada, n. 28; o Hotel Universal, do Careca Velho, na rua da Instalação, n. 22; o Hotel Internacional, de Antônio Borsa, na rua Marechal Hermes, atual Miranda  Leão, n. 13, 15 e 17; Hotel Familiar, de A. Gonçalves, entre as ruas Municipal e Demétrio Ribeiro; Hotel Adamastor, de   Francisco Gellotti, na rua dos Barés, n. 25; o Hotel da Madama, que depois mudou para Hotel Brasileiro, de Domingos Esteves, na rua dos Remédios, e o Hotel Manáos, que tinha entrada pela rua Ramalho Júnior, atual Barão de São Domingos, e pela rua dos Barés.

    Acrescente-se a essa lista o Hotel Popular, na rua dos Remédios, o Hotel América do Sul, na rua dos Andradas, o Hotel do Comércio e o Grande Hotel (ver página 250). São mencionadas, ainda, nesse mesmo período, a Pension Moderne, na rua Barroso; a Pensão Moderna, de Eduard Lafforgue, na então praça da Constituição, atual Heliodoro Balbi, esquina com a rua Doutor Moreira; a Pensão Elvira Carneiro, na rua dos Barés, e as pensões Alemã e Excelsior, as duas na rua Municipal, atual avenida Sete de Setembro. Vale ressaltar que o prédio desta última foi residência do ex-governador Jonathas Pedrosa, depois, sede do antigo Colégio São Francisco de Assis.

    Dos anos 1920 a 1940, funcionavam a Pensão Excelse, de propriedade de Amália de Sena, situado na rua Dez de Julho;  o Hotel Malheiros, de J. Malheiros, na rua Miranda Leão; o Palace Pensão, de Marieta Ribeiro, na rua Luiz Antony; a Pensão Maranhense, na avenida Eduardo Ribeiro; a Pensão Baturité, na avenida Joaquim Nabuco, e a Pensão Hotel Santos.

    Nesse mesmo período, também estão em atividade a Casa de Cômodo Vila Araújo, na rua Guilherme Moreira, o Central Hotel, o Hotel Brasil, a Moradia dos Pilotos e o Hotel O Esquadrão; as hospedarias Quim Regina, na rua Miranda Leão, e Garrido, na rua Doutor Moreira; as pensões Andrade, na rua Doutor Moreira, Grajahú, na rua Henrique Antony, Royal, na rua Joaquim Sarmento, Síria, na rua da Instalação; a Pensão dos Pilotos, na avenida Sete de Setembro, e o Hotel Central.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

Fechar

Deixe uma resposta