• Durango Duarte - Antiga Escola de Serviço Social
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    Antiga Escola de Serviço Social

    Fachada principal do prédio da antiga Escola de Serviço Social, na avenida 13 de Maio, atual Getúlio Vargas, esquina com rua Ramos Ferreira. Acervo: João Bosco Araújo.

    No fim da década de 30, o presidente Getúlio Vargas passou a implantar diversos programas de assistência aos problemas sociais, prática comum nos governos desse período e que ficou conhecida como “assistencialismo”.

    Para estudar e administrar as ações relacionadas às questões sociais no País, o Governo Federal criou, por meio do Decreto-Lei 525, de 1º de julho de 1938, o Conselho Nacional de Serviço Social, que possuía, entre suas atribuições, a de estabelecer um sistema de Órgãos Públicos para a prestação de serviços de assistência social e desenvolvimento de políticas nas esferas federal, estadual e municipal.

    Derivado disso, surgiram as primeiras escolas de Serviço Social do Brasil: a de São Paulo, em 1936, e a do Rio de Janeiro, em 1937. Nesse período, Manaus registrava, entre outros problemas sociais decorrentes da crise econômica, um agravamento da delinquência juvenil.

    Por essa razão e em seguimento à política nacional de habilitar profissionais para as atividades de assistência social, criou-se, em 1940, a Escola de Serviço Social de Manaus – ESSM, subordinada, inicialmente, ao Juízo Tutelar de Menores, por iniciativa do juiz André Vidal de Araújo, titular do Juizado de Menores e diretor da Escola.

    Em seu primeiro ano de funcionamento, matricularam-se mais de cem alunos, entre homens e mulheres. No entanto, em 1º de julho de 1941, no início do segundo semestre, mais da metade já havia desistido do curso.

    O corpo docente dessa instituição era composto por Djalma Batista, Comte Teles, Donizetti Gondin, Cássio Dantas, Maria de Miranda Leão, Zulmira Bittencourt, Felix Valois e pelo padre Antônio Plácido de Souza.

    Para viabilizar as atividades de estágio, exigido aos alunos para a conclusão do curso, foram escolhidas, pela ESSM, sete instituições de assistência social da Cidade: Departamento de Saúde Pública, Casa de Detenção, Seção Melo Mattos, Santa Casa de Misericórdia, Escola Premonitória, Casa Doutor Fajardo e Abrigo Menino Jesus.

    O Regulamento da Escola de Serviço Social de Manaus foi aprovado em 30 de junho de 1941, porém, seu reconhecimento oficial pelo Governo do Estado ocorreu somente em 1945, por meio do Decreto-Lei 1.412, de 1º de junho desse mesmo ano.

    A colação de grau da primeira turma de assistentes sociais, composta por 46 formandas da ESSM, foi realizada no dia 2 de janeiro de 1942, na Academia Amazonense de Letras. Em 2 de fevereiro seguinte, início daquele ano letivo, a ESSM já obedecia a um novo regulamento, que concedia matrícula só para pessoas do sexo feminino. Nesse ano, essa instituição passou a funcionar em uma sala própria, anexo ao Juízo Tutelar de Menores.

    No ano de 1948, a Escola de Serviço Social já estava em funcionamento no seu edifício próprio, na avenida 13 de Maio, atual Getúlio Vargas, esquina com a rua Ramos Ferreira, Centro. Com o passar dos anos, essa Escola recebeu a instalação da Oficina de Serviço Social – destinada ao desenvolvimento de atividades práticas – e organizou uma biblioteca e um museu, cujo acervo era composto por peças relacionadas à Antropologia da Região Amazônica.

    A Escola de Serviço Social de Manaus foi incorporada à Universidade do Amazonas – UA, por meio da Resolução 2, de 19 de fevereiro de 1968, do Conselho Universitário daquela instituição federal de ensino superior, que também aprovou sua nova nomenclatura: Escola de Serviço Social André Araújo, da Universidade do Amazonas.

    Na década de 70, a instituição perdeu sua denominação de Escola e integrou a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da antiga UA, atual Instituto de Ciências Humanas e Letras – ICHL, da Ufam. Nos dias de hoje, funciona em um dos blocos dessa unidade acadêmica, no Campus Universitário, bairro Coroado.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

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