A seringueira

Em 16 de abril de 2016 às 07:00.

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Várias árvores silvestres eram produtoras de borracha, inclusive algumas descobertas na África Central e Ásia, mas nenhuma se comparava a seringueira, pertencente ao gênero Hevea (família das euforbiáceas) nativa da bacia amazônica. “ São árvores de crescimento pequeno ou mediano, com folhas longamente pecioladas, de três folíolos e flores de um branco esverdeado, pequenas, monoicas, dispostas em panículas; as flores machos solitárias nas extremidades dos pedicelos; as flores fêmeas reunidas em grupos de 2 ou 3 nos pedicelos laterais. O fruto é uma capsula bastante grande com 3 células, as quais rebentam pela ação do sol, para atirar a uma certa distância 3 sementes brilhantes, pardas, salpicadas de manchas mais escuras. A fôrma e o tamanho dessas sementes podem variar consideravelmente, conforme as espécies, os indivíduos de uma mesma espécie e segundo os frutos de uma mesma árvore. Não é raro observar frutos com 4 sementes”, anomalias bastantes peculiares a um mesmo exemplar.

A Hevea brasiliensis vence todas as outras espécies conhecidas, tanto pela superioridade de sua goma como pela importância de sua produção. Ela representa o tipo da verdadeira árvore da borracha, espalhada no Alto e no Baixo Amazonas.

É uma árvore de vinte metros e mais de altura de um porte airoso, piramidal, em plena floresta, mais desenvolvida nas clareiras, e sobre as margens dos rios ou ribeiros. O tronco é ordinariamente ereto e não ramificado, apesar disso não é raro encontrar exemplares em que o corpo da árvore é fortemente inclinado, fato que em particular se observa nas orlas das matas. Também frequentes vezes aparecem outros exemplares, os quais apresentam o tronco bifurcado ou mesmo divididos em três hastes a partir do solo.

Na Hevea brasiliensis pode-se observar grande aptidão para variações individuais.

“[…] Não é raro observar frutos com 4 sementes”, anomalias bastantes peculiares a um mesmo exemplar.

Todos os órgãos vivos da Hevea brasiliensis as raízes, o tronco, as folhas, as flores, os frutos e as sementes, são percorridos por uma rede de canais finos, chamados vasos lactíferos, nos quais circula um líquido branco leitoso, o látex. Esses canais são formados por células dispostas em filas mais ou menos longitudinais, cujas paredes de separação algumas vezes, se fundem totalmente, (D. H. Scott), constituindo assim, um canal contínuo mais ou menos perfeito. Quando dois desses canais são postos em contato lateralmente, nas paredes comuns se produzem numerosas e largas perfurações, multiplicando-se as comunicações.