1ª semana de 1969

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1º DE JANEIRO - QUARTA-FEIRA

• A Companhia Amazonense de Telecomunicações (Camtel) iniciou a chamada dos primeiros mil interessados na aquisição dos aparelhos telefônicos constantes do seu plano de ampliação. “Assim, os inscritos sob os números de 1 a 1000 já poderão dirigir-se aos escritórios da empresa”. A sede da CAMTEL para assinatura dos contratos ficava na rua Miranda Leão, 13, 3º andar. (Jornal do Comércio, de 1 e 2 de janeiro de 1969, p.8)

02 DE JANEIRO - QUINTA-FEIRA

• Aniversário de 65 anos de fundação do Jornal do Comércio, no Amazonas. Em comemoração, “com a colaboração de diversas firmas e entidades amazonenses”, circulou, no dia 1º, uma edição de cinco cadernos, equivalentes a 40 páginas. (Jornal do Comércio, de 1 e 2 de janeiro de 1969, capa)

03 DE JANEIRO - SEXTA-FEIRA

• Inauguração, na avenida Eduardo Ribeiro, n. 406, de uma agência do Banco do Maranhão S. A. O gerente da agência era Giovani Costa e Silva. (Jornal do Comércio, de 3 de janeiro de 1969, capa)

• O delegado de Trânsito, José Ribamar Afonso, solicitou ao prefeito Paulo Nery que determinasse que os prédios com cinco ou mais andares que fossem construídos em Manaus tivessem, obrigatoriamente, garagem subterrânea. A medida seria para evitar engarrafamentos e estrangulamento nas ruas centrais da cidade, devido ao grande número sempre crescente de veículos chegados a Manaus. “Com os novos edifícios já em construção, transformará a Zona Franca de Manaus em uma metrópole super-estrangulada, multiplicando dessa forma os problemas urbanísticos na cidade”. (Jornal do Comércio, de 3 de janeiro de 1969, p. 2)

• O Colégio Santa Dorotéia lança o seu Curso Científico. (Jornal do Comércio, de 3 de janeiro de 1969, p. 2)

• O Banco Nacional de Habitação (BNH) já está funcionando em Manaus, em uma das dependências da Sudam, na Praça São Sebastião, sob a chefia de Américo Vieira Medeiros. (Jornal do Comércio, de 3 de janeiro de 1969, p. 8)

• Com o início do funcionamento, em caráter experimental, da TV Ajuricaba desde 31 de dezembro de 1968, as lojas de eletrodomésticos do Centro de Manaus passaram a vender conversores e antenas de TV UHF para televisores. (Jornal do Comércio, de 3 de janeiro de 1969, p. 8)

04 DE JANEIRO - SÁBADO

• Para ampliar o mercado interno dos produtos eletrodomésticos e outros, bem como facilitar sua exportação, o Ministério do Interior assinou portaria, criando entrepostos da Zona Franca de Manaus, destinados a receber produtos regionais com isenção de impostos. “Esses entrepostos ficarão em Porto Velho-RO, Boa Vista-RR e Rio Branco-AC”. (Jornal do Comércio, de 4 de janeiro de 1969, capa)

• O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas, Sinval Gonçalves, entregou, no dia 30 de dezembro de 1968, uma exposição de motivos ao reitor da Universidade do Amazonas, professor Jauary Marinho, solicitando a implantação de um Curso de Jornalismo mantido pela Universidade do Amazonas. (O Jornal, de 4 de janeiro de 1969, p. 8)

06 DE JANEIRO - SEGUNDA-FEIRA

• A Companhia Tropical de Hotéis da Amazônia efetuou o pagamento do licenciamento de obras junto à Prefeitura de Manaus, no valor de NCr$ 15.912,66, para a construção do Hotel Tropical em área da Ponta Negra. O pagamento efetuado foi o maior já registrado na Secretaria de Finanças da Prefeitura. “A Companhia Tropical de Hotéis da Amazônia construirá seu hotel numa área de 70.686 m2 e é também a maior área coberta já licenciada pela Secretaria de Obras do Município. Com o evento, está assegurado definitivamente o grande hotel idealizado pelo arquiteto Sérgio Bernardes”. (A Crítica, de 7 de janeiro de 1969, p. 3)

• Início do funcionamento, em fase experimental, da Rádio Tropical, atual Rádio Cidade, em frequência modulada 99.3 MHz, então a única emissora de rádio da América do Sul a transmitir em som estéreo. “A Rádio Tropical, situada em Manaus, à rua José Paranaguá, nº 400, é uma organização Antônio Malheiro que transmitirá diariamente música, esporte e notícia. Sua equipe de operadores, no momento, é composta de estudantes da Faculdade de Medicina, e ontem funcionou apenas com dois elementos, um na locução e outro no controle”. (O Jornal, de 7 de janeiro de 1969, p.2)

07 DE JANEIRO - TERÇA-FEIRA

• Passa a vigorar instrução baixada pela Alfândega de Manaus, com base no decreto assinado pelo presidente da República, Costa e Silva, regulamentando a bagagem de pessoas vindas do exterior. Com a nova lei, foi retirada a isenção fiscal sobre eletrodomésticos e eletrônicos em bagagem de passageiros vindos do estrangeiro, o que, em tese, prejudicaria a Zona Franca de Manaus, porque reduziria o número de turistas que vinham à capital amazonense para comprar eletrônicos e eletrodomésticos com menores preços. Cerca de 80% do movimento do comércio manauara no biênio 1967-68 foi propiciado pela venda de bens duráveis aos turistas. (A Crítica, de 7 de janeiro de 1969, capa)

• Tem início o Projeto Rondon III, tendo Manaus como sede da coordenação-geral do movimento e sob a orientação do coronel Mauro Costa Rodrigues. “Dois aviões C-54 da FAB e um DC-4 da Paraense chegarão amanhã a Manaus com 120 elementos, dos quais 40 moças. Outros aviões estavam sendo aguardados para os dias 14, 15, 16 e 20 do mês em curso, todos conduzindo suas parcelas de professores e concludentes de Universidades do Sul e do Nordeste, cujo total a entrar em ação em nosso Estado, incluindo os recrutados na Universidade do Amazonas, aproxima-se de meio milhar de pessoas. O Ministério do Interior também enviará um avião DC-3 que ficará baseado em Manaus, servindo de apoio aos grupos pelo interior. Mais dois aparelhos C-130, da FAB, que hoje estão em Manaus, conduzem 100 toneladas de medicamentos e material diverso para os componentes do PR-III no Amazonas. (…) As moças, enquanto na capital, ficarão hospedadas nos colégios Benjamin Constant, Santa Dorotéia e N. S. Auxiliadora, enquanto os rapazes serão alojados nos quartéis do CIGS e do 27º BC, e no Diretório Central de Estudantes. No interior, receberão hospedagens das Prelazias e Prefeituras”. (Jornal do Comércio, de 7 de janeiro de 1969, capa)

Por Durango Duarte.

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sobre o autor

Articulista-Durango-Duarte Durango Duarte é empresário, publicitário, escritor e pesquisador. É Diretor-Presidente do Instituto Durango Duarte e CEO das empresas #PESQUISA365 e The Voice. Nasceu em 11 de novembro de 1963, em Cachoeira do Sul/RS e veio com a família à capital amazonense em fevereiro de 1975. Apaixonado pela história, pelas memórias de Manaus.