A Trilogia dos Dólares, a Queda da Bastilha e a Apollo 11

Em 12 de julho de 2016 às 08:00, por Jeferson Garrafa Brasil.

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Não sei quanto a você. Quanto a mim, quando penso em datas marcantes no mês de julho, de cara, me vêm à mente três eventos: a independência americana, dia 4; dia 14, a Queda da Bastilha e, pra fechar, a Apollo 11 levar o Homem pra primeira pisada na lua. Essa, dia 20. Nasci em julho, mas, por pura modéstia, não vou colocar meu aniversário nesse distinto rol.

Foquemos nossa luneta em outra direção: há exatos 50 anos, num outro julho, mas de 1966, era finalizado o terceiro filme da famosa “Trilogia dos Dólares”, o antológico “Três Homens Em Conflito” ou, como prefiro chamar, “O Bom, O Mal e O Feio”. No elenco, Clint Eastwood era obviamente “O Bom”, e, tudo a ver, Lee Van Cleef interpretou “O Mal”. Já o papel de “O Feio” foi parar no colo do semieterno Eli Wallach – viveu até os 98 anos…

O italiano Sérgio Leone, pai desse tal de western spaguetti, dirigiu essa trilogia, iniciada com o filme “Por Um Punhado De Dólares (1964)” e, no ano seguinte, sequenciada com o lançamento de “Por Uns Dólares A Mais”. Nos três filmes, o onipresente Eastwood com seu Colt45 (acho) cuspindo bala pra todo lado.

Tem mais: sabe aquele famoso assovio com cheiro de pólvora e gosto de faroeste? Está na excepcional trilha sonora do filme de 1966, que, juntamente com as trilhas dos outros dois filmes, tem o DNA do também italiano, o genial Ennio Morricone. Se lhe interessa saber, ele e Leone foram amigos de infância pelas ruelas e piazze de Roma.

Quem ainda não assistiu, deveria assistir.  E os três filmes da “Trilogia” pois valem cada minuto.

Dos cinco (Eastwood, Van Cleef, Wallach, Leone e Morricone) apenas o primeiro e o último ainda estão por aqui. E, o que é melhor, produzindo coisa de qualidade. Eastwood e Morricone, beirando os 90, são prova viva de que talento não tem idade.

sobre o autor

Articulista-Jeferson-BrasilFoi baterista, segundo ele, do sofrível conjunto musical “Os Paqueras”. Jogou basquete, futebol e tênis de quadra. Admite, orgulhosamente, que seus dois irmãos jogavam muito mais. Sua vingança é hoje ser corredor de rua, com sonho de virar maratonista. É cronista bissexto.

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