O Brasil é olímpico?

Em 17 de agosto de 2016 às 17:25, por Roberto Caminha Filho.

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O Brasil das expectativas criadas a partir dos camarotes da TV GLOBO, montado ao lado do Parque Olímpico, seria um país que ficaria dentro do Top Ten (Top 10) e muito longe daquele que encerrou o dia 15 de agosto, no quadragésimo lugar. No dia 16 de agosto de 2012, às 10:18 horas, escrevi o seguinte:

Pra que Ministério se temos o C.O.B.?

Pra que C.O.B. se temos Confederações?

Pra que Confederações se temos Federações?

Pra que Federações se temos clubes?

Pra que clubes se temos milhares de pais e Associações de Pais de Atletas?

Pra que atletas se a partir do C.O.B., os recursos não chegam aos clubes, técnicos e atletas?

Estamos na última semana dos Jogos Olímpicos do Rio e o que vemos? Um Brasil repleto de atletas despreparados para enfrentar os brasileiros, cheios de expectativa por um número de medalhas que está muito longe de ser aquele para o qual os heróis foram treinados para ganhar.

Uma lástima!

Badmington, vela, judô, basket, ginástica, natação, saltos ornamentais, polo aquático, rugby, handball, remo, arco e flecha e tiro ao alvo. Foram alguns esportes em que o Brasil mostrou que não estava preparado para enfrentar potências como Coréia do Norte, Venezuela e outros.

O que foi feito do recurso tão bem retirado do povo e entregue ao Estado brasileiro? Foi dividido entre entidades que há décadas empregam mal o dinheiro que deveria chegar ao atleta e na maioria das vezes não chega.

Vá ao Mercado Público da sua cidade e pergunte:

Onde são feitos os atletas brasileiros?

  • No C.O.B.
  • Nas Confederações
  • No Ministério
  • Nas Federações
  • Nos Clubes

O Professor, educador e Senador Jeferson Peres, explicava em suas aulas, que todas as vezes em que você sentisse dúvidas sobre o que estava acontecendo com o seu povo, perguntasse ao povo, no Mercado Público, não no mercado em que a economia trabalhava. No Mercado Público estão todas as faixas de renda e de cultura e no Mercado Público ninguém mente. O Brasil sabe que tudo é feito nos clubes. E os clubes recebem algum? Como dizemos no Whatsapp: KKKKKK   KKKKKK KKKKK.

O mundo inteiro sabe que os esportes são feitos nas escolas, nas universidades e nos clubes. O que o mundo precisa aprender é que no Brasil os esportes são feitos pelos geniais “cartolas” do C.O.B., das Confederações, das Federações e os Clubes e atletas que façam bingos, rifas, concursos de Misses e toda a sorte de sorteios proibidos para que os treinamentos e treinadores sejam pagos para continuarem a trajetória de seus filhos e educandos. Os chefes da “Famiglia Futebol” já não saem do Brasil e outros repousam em New York, de tornozeleira, e sem sair do apartamento. Eles veem o Pepe, o supergorila do Central Park, mas das janelas dos seus milionários quartos.

Enganem, continuem enganando, sempre enganando, Fraudadores Fantásticos. Um dia um Sérgio Moro baixará pelo Maracanã, Maracanãzinho, Engenhão e fará com que certos “cartolas” que fizeram milhões de brasileiros chorar, engulam milhões e milhões de litros de lágrimas em verde e amarelo.

Essa Olimpíada já passou e o povo brasileiro voltou a dar um show de cidadania. O mundo já sabe quem somos nós. Eles já têm certeza que precisavam.

Que cheguem as novas tornozeleiras!

Roberto Caminha Filho, economista, lesado por uns poucos, continua acreditando no nosso Brasil.

(*) Blog do José Cruz

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sobre o autor

Articulista-Roberto-CaminhaAmazonense de Manaus, estudou no Grupo Escolar Princesa Isabel, no Colégio Brasileiro e Colégio Estadual do Amazonas. É economista formado pela Universidade do Amazonas. Foi merecedor do Diploma da Medalha do Mérito Esportivo. É articulista do Blog Amazonas Atual e torcedor no Naça.