Novo Governo

Em 31 de agosto de 2017 às 16:50, por Gilson Gil.

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Já temos um governador eleito. Por ora, vemos a desenvoltura do interino, que, em seus últimos dias, aproveita para solidificar uma provável campanha a deputado (estadual ou federal) em 2018.

E quais os desafios do novo eleito? Em primeiro lugar, vejo que o desemprego, a recessão e a arrecadação em queda são os problemas mais prementes. Ele será avaliado, lá por maio ou junho de 2018, pelo que tiver feito nesse terreno. Será esse o critério que os políticos e os formadores de opinião usarão para avaliar seu trabalho. Se não tiver melhorado tais índices, e a população ainda não tiver sentido essas mudanças em seu cotidiano, os políticos irão se assanhar, os partidos vão ensaiar mudanças e candidaturas começarão a pipocar. Não esqueçamos que as convenções são em junho e que mais quatro anos de mandato estarão em jogo em outubro.

Além desse tema, desemprego e recessão, há outros que serão acompanhados atentamente, tais como: segurança e saúde. A violência assola Manaus. Os assaltos a ônibus, as execuções, as apreensões de drogas e os furtos de carros se tornaram rotina. As ruas estão desertas e a população amedrontada. É um problema que precisará de imediata atenção, apesar dos recursos escassos. A saúde pública é complexa e cara. Ajeitá-la é um desafio enorme. Em uma era de poucos recursos, arrumar os exames, consultas e tratamentos, sem falar nos salários, cooperativas e terceirizados, é uma tarefa grandiosa, especialmente pelo tempo reduzido deste mandato.

Para finalizar, não se pode deixar de pensar que o momento é de cortes e reduções. Não se pode imaginar que um governante brasileiro irá, agora, gastar, fazer obras grandiosas, criar programas abrangentes ou contratar milhares de pessoas. Outros governos tiveram bilhões à disposição para tais projetos. Não é o caso deste governo. Resta ver o que será feito dentro de tais limites tão estreitos. Os anseios são enormes, em relação inversa à capacidade real dos governos efetivos. Ser eficiente e criativo é a missão do momento. Usar os poucos recursos com eficiência e criatividade é o que se pode realizar. Esperar demais será ingenuidade. Porém, o tempo da política é outro. Caso os resultados não apareçam logo, a temporada eleitoral se abre imediatamente. É conferir o que virá por aí, nesta corrida de 100 metros rasos.

sobre o autor

Articulista-Gilson-GilCarioca, nascido em Madureira e criado no Catete. Sociólogo e professor da UFAM, já trabalhou em várias instituições de ensino no Amazonas e em outros Estados. É torcedor do Flamengo, está em Manaus desde 1992 e possui uma filha meio carioca, meio manauara. Torce pela cidade e pelas pessoas que aqui vivem.

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