Manaus de um a dez

Em 24 de outubro de 2016 às 07:00, por Lúcio Menezes.

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Conviver com tantas mazelas

Virou lugar comum,

São tantas as querelas

Da minha número um.

Lugar da Barra, muito prazer!

Aqui querer é poder,

Agora ou além depois,

Sozinho ou a dois.

O sol da tarde ou da manhã,

Altera a cor da tez,

Beleza e sedução de cunhã

(Uma, vale por três).

Sem susto, sem vixe!

Precisas de urgente trato.

Em relação a Greenwich

O fuso são quatro.

Não troco essa terra,

Digo com afinco,

Magnífico o que encerra

O poente às cinco.

O transito? Que vexame!

É a mazela da vez,

Um metálico enxame

Antes e depois das seis.

Não tens preconceito,

Teu crescimento é quem mede;

Oportunistas mamam teu peito

E ainda picham o sete.

Expões tuas filhas

À noite, ao coito,

Nas esquinas, trilhas, quilhas…

Antes e depois das oito.

Após o calor escaldante

O ar, úmido, sobe e chove;

A condensação para o estudante

É a prova dos nove.

És absoluta, és “a Cidade”

Das belezas, feiuras…contrastes;

Da natureza agredida, ferida…caos.

Violentada de frente e de viés,

Resistes impávida, heroica Manaus,

Cúmplice resoluta, minha amante nota dez.

sobre o autor

Articulista-Lucio-MenezesManauara, criado na José Clemente, Rua integrante do mais famoso quadrilátero do planeta terra. Torcedor do Fluminense, filho de Luiz e Joanna, canhoto, apreciador de vinho, cantor de banheiro, ex-atleta, ex-cabeludo, arremedo de poeta e escritor, heterossexual, sonhador e eterno aprendiz.

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