Mamonas “Assassinas”

Em 12 de maio de 2016 às 17:03, por Henrique Pecinatto.

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Não, não é sobre a banda nacional de sucesso meteórico dos anos 90. Hoje o assunto é Física! “Ah, mas Física é aquela matéria chata da escola”. Ok, que tal se conversássemos sobre como o universo surgiu, ou do que todas as coisas são feitas, ou predizer o passado e prever o futuro? Parece mais promissor, não? De antemão já aviso que tudo isso é Física.

Entender a realidade do movimento sempre motivou os pensadores a encontrarem uma explicação sobre assuntos como “por que uma bolinha solta de um lugar mais alto tende a descer para um lugar mais baixo?”, ou qual caminho ela iria percorrer, ou mais recente, qual o caminho mais rápido? Saber como será a trajetória de um objeto é um dos objetivos do que chamamos de mecânica.

Voltemos aos tempos de criança. Uma brincadeira entre elas (pelo menos em minha infância) era tentar acertar o amiguinho com uma mamona. Uma criança de posse de algumas informações relacionadas à mamona (velocidade, massa, ângulo), uma alta capacidade de realizar contas e um conhecimento básico de mecânica, jamais perderia esta brincadeira. No momento em que seu amiguinho lançasse a mamona, ele saberia com exatidão aonde a mesma iria cair, ou seja, conheceria o futuro. Bruxaria? Não, Física.

“Ah, mas se eu me afastar uma distância suficientemente longa ele não me acertará”. De fato é verdade, bem como você também não acertará o amiguinho. Conforme a mamona lançada se distancia de quem a lançou, ela sofre diversas colisões com as pequenas partículas que formam nosso ar, de maneira que parte de sua energia é perdida. Além disso, existe uma força entre a Terra e os objetos que nela estão (e que não estão) denominada gravidade, que faz com que esses objetos de massa significantemente menor sejam atraídas em direção ao centro da Terra. Por isso a maçã cai, a mamona pode ou não acertar o amiguinho (depende de vários fatores, energia do lançamento, distância, dentre os quais considero de maior relevância é que a pessoa não seja míope). Na verdade esse é o principal motivo da existência dos computadores, calcular trajetórias, tanto para atacar quanto para se defender, mas não de mamonas.

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sobre o autor

Henrique PecinattoAprendiz nível II de Físico, que em minha escala significa "falta muito para entregar a dissertação". 30/49 amazonense e apaixonado por esportes. Um curioso por natureza e da natureza, acha engraçado o caminhar das formigas, e amante de ímãs, mas tem um certo temor de eletrodinâmica.