Esperança e realidade

Em 29 de novembro de 2017 às 09:08, por Gilson Gil.

compartilhe

O ano de 2017 está se encerrando, mas alguns problemas permanecem. O novo governo já está ajustado e trabalhando. Porém, as demandas permanecem e até crescem. Como todo governante, ele quer se reeleger e possuir a chance de governar por dois mandatos. Contudo, certos impasses terão de ser superados. A segurança, teimosamente, continua a infernizar a vida dos gestores estaduais. A cidade vive um clima de insegurança. Sair de casa ou ir a um supermercado é uma verdadeira aventura. Dirigir um carro ou pegar um ônibus é um ato de ousadia. Atitudes como adquirir novas viaturas ou reprimir limpadores de vidros em sinais não estão chegando ao cotidiano do cidadão. Enfim, é um dilema que não dá sinais de progresso.

A saúde e seus terceirizados também aperta o cerco aos governantes. É um modelo de mais de quinze anos de existência e que claramente mostra estar esgotado. O sistema precisa de oxigênio. Entretanto, as soluções são caras, demoradas e trabalhosas. Por outro lado, os cidadãos que precisam da saúde pública, sem falar dos funcionários, querem soluções efetivas e rápidas, justamente o que o atual governo parece não ter.

O tempo político possui sua própria lógica. Março é uma data chave. Alguns ocupantes de cargos terão de sair, caso queiram postular outra ocupação. Em junho, haverá as convenções partidárias, local onde realmente saem os candidatos. No meio disso tudo, temos a dança dos cargos federais, pois o Amazonas possui, teoricamente, hoje, até candidato à presidência, sem falar nos cargos legislativos. Correndo por fora, há o desgaste de alguns nomes causado pelas operações contra a corrupção, como lava-jato e maus caminhos. São elementos que podem alterar o quadro das candidaturas de 2018.

Todos esses detalhes dizem respeito aos programas e ações governamentais e à temporalidade de sua efetivação. Dependendo do quadro de nomes à disposição do eleitor, algumas ações podem ser aceleradas e outras, não. Da mesma forma, o sucesso ou fracasso de certos programas poderá determinar o quadro de postulantes ao governo. O importante é ver o que está funcionando ou não e como o povo reage a essas medidas.

O tempo está correndo e os impasses persistem. Os nomes que desejam o governo são vários. Porém, será que o eleitor os deseja? O que seria uma novidade política, como alguns tanto falam? Até que ponto a novidade existe? Que tipo de novidade? Será que uma novidade poderia resolver o problema da segurança ou dos terceirizados em meses, como tantos esperam? Onde está o limite da esperança e o da realidade? Este é nosso dilema político atual.

sobre o autor

Articulista-Gilson-GilCarioca, nascido em Madureira e criado no Catete. Sociólogo e professor da UFAM, já trabalhou em várias instituições de ensino no Amazonas e em outros Estados. É torcedor do Flamengo, está em Manaus desde 1992 e possui uma filha meio carioca, meio manauara. Torce pela cidade e pelas pessoas que aqui vivem.

comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *