Ei Ministro, segure a onda

Em 10 de Março de 2017 às 08:00, por Roberto Caminha Filho.

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Aconteceu de tudo nas celas dos nossos presídios. Fomos notícia no mundo e o Papa Chico voltou a rezar aquela oração tão conhecida nossa, que traduzida para o português, diz mais ou menos o que o povo entende como:

O Pau que bate em Chico. É o mesmo que bate em Francisco.

Acordava, sem dormir, às 02:00 horas e começava a assistir o mundo nos assistindo e opinando. Enfim, vi uma coisa que nos interessava. O Ministro Careca iria mandar a Força Nacional para Manaus. O Careconi desceu em Manaus acompanhado de um discurso de duas horas onde eu procurava o que entender, e nada, mas nada mesmo.

Mataram mais umas dezenas na pacata cidade de Boa Vista e o Careconi esperou mais umas horas para entender que a coisa poderia se estender para o Brasil. No Norte, por mais brasileiros que sejamos, os sulistas continuam pecando e achando que são mais iguais do que nós.

Aquele discurso do Careconi deveria ser para a entrada do Complexo do Alemão ou para os quebra-quebras de São Paulo. Ele na frente da turba, falando por megafone.

O efeito da suprema leseira visto dos corredores dos nossos shoppings é devastador. O Manauara está sem movimento e fechando às 21:30 horas. A partir das 18:00 horas o movimento inverteu e é hoje decrescente. O povo está sem dinheiro e sem segurança. Senhor Ministro, quando falares em Força Nacional, mostra a Força Nacional. Desça com cinco ou dez aviões lotados de soldados, bem armados, dispostos a fazer o que deve ser feito contra os inimigos.

A Venezuela, que enfrenta a terrível crise de papel higiênico, se resolver nos invadir pela Cabeça do Cachorro ou pelo Pico da Neblina, não entenderá o discurso do nosso educado Careconi e fará um buraco nos dois estados ameaçados por detentos. O inimigo deve saber que as nossas forças são fortes e desprovidas de leseira. Eu imaginei o ministro Churchill defendendo a Inglaterra e o mundo do Adolf, com aquele discurso patético do Careconi. Seria melzinho na chupeta para os alemães, que só teriam moleza em 2014, no Brasil.

É só passear pelos shoppings de Manaus para constatar que a atividade econômica está fortemente afetada pelo desserviço prestado às duas cidades atingidas pela violência das penitenciárias, pela conversa fiada e pelo lero-lero do nosso educado ministro da injustiça.

Por favor, Senhor Ministro, não tente agir no sul como agiu no norte. Se a coisa pegar em São Paulo, Rio ou Minas, com as celas repletas dos mais perigosos políticos e dos mais inocentes bandidos, o Brasil pegará fogo.

O Papa Chico, o melhor dos papas desde João Paulo II, poderá rezar à vontade, ralar os joelhos, afogar o nasal com lágrimas e a comunicação com o Céu ficará mais difícil que a internet de Manaus. O meu professor no Colégio Estadual e meu colega brilhante na Faculdade de Economia, criou um slogan que jamais será esquecido para o caso:

Pau neles, Botinelly!
Roberto Caminha Filho, economista, chora ao ver o movimento dos nossos shoppings.

sobre o autor

Articulista-Roberto-CaminhaAmazonense de Manaus, estudou no Grupo Escolar Princesa Isabel, no Colégio Brasileiro e Colégio Estadual do Amazonas. É economista formado pela Universidade do Amazonas. Foi merecedor do Diploma da Medalha do Mérito Esportivo. É articulista do Blog Amazonas Atual e torcedor no Naça.

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